Livros: A Garota que Eu Quero

Olá!
Sei que o último post, fora texto, foi de livros também, mas juro que estou tentando formular um bem legal sobre um festival que eu fui – caso, seja bem ligado ao mundo pop e adolescente, pode desconfiar qual seja o festival.
Enquanto o post não fica completo, venho fazer uma resenha de livro – porque, é verdadeiramente, minha paixão.
O livro do post de hoje é A Garota Que Eu Quero, do Markus Zusak.

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Para quem o nome desse autor não é estranho, ele escreveu A Menina Que Roubava Livros – e daí veio minha necessidade de ler esse livro.
Por A Menina Que Roubava Livros ter mexido comigo de uma maneira descomunal – por diversas razões, como: 1. Cita livros 2. Passa-se na Segunda Guerra Mundial 3. Mostram um lado nunca antes explorado quando se trata de histórias que se passam em Guerra 4. O fim destrói toda e qualquer felicidade e vontade de viver que tu possui 5. Te deixa em uma ressaca literária das bravas, caso não te deixe em um ressaca real, já que é preciso um tempo, e talvez algumas bebidas, para absorver aquele livro -, eu precisava ler outras obras desse autor. Pesquisando, descobri que ele havia publicado outros diversos livros, como Bom de Briga, O Azarão, Eu Sou o Mensageiro e A Garota Que Eu Quero, dos quais eu precisava muito ler para saber se fariam jus ao primeiro livro que li dele – que me fascinou imensamente por conta da escrita e da leveza que ele tratava a narradora, no caso, a própria morte.
Então, permaneci nessa caçada desenfreada por outra leitura desse autor por alguns meses. Até ir no shopping com a minha família, entrar em uma livraria e achá-lo. Li a sinopse e gostei. Implorei, muito, para que minha mãe comprasse este livro – e contando com o apoio da minha irmã, compramos. Eu estava mais feliz do que nunca, pois, finalmente, saberia como seria o estilo de escrita dele em outra história, com outro enredo e personagens diversificados. Porém, com diversos outros livros surgindo na lista do “para ler”, esse foi ficando meio de lado. Apareceram outros com histórias que me chamaram mais a atenção no momento e estava morrendo de medo de passar por outra ressaca literária.

Depois de cerca de um ano, voltei a pegá-lo e comecei a ler.

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Ele conta a história do jovem Cameron Wolfe, o mais novo de quatro irmãos e o mais peculiar. Sempre quieto e fora de casa, possui uma relação amigável com toda a família e sonha em, um dia, acabar com sua agonia e ter uma garota para que possa cuidar e amar. Coisa que seu irmão mais velho, Rube, não o faz. Principalmente, com Octavia. Por quem, Cameron – ou Cam – começa a desenvolver um sentimento após o término dela com seu irmão.
Por mais que seja totalmente contra isso – ficar com alguém que já ficou com algum parente/amigo seu -, o amor que Cameron desenvolve por Octavia é retratado de uma forma tão natural que não me incomodou nem um pouco. Muito pelo contrário, fiquei muito feliz por ele. Como o livro é narrado em primeira pessoa, dá para notar que o sentimento do Cam é verdadeiro e você passa a se simpatizar com ele – e a sofrer quando algumas reviravoltas acontecem no decorrer do livro.
Cameron também passa a escrever alguns textos durante o decorrer da história – os quais ele chama de “As Palavras” e a partir daí, o livro passa a se dividir entre a narração dos fatos e as palavras escritas pelo jovem conforme vão acontecendo as coisas em sua vida. Quando ele escreve pela primeira vez, ele diz algo sobre “não precisar de mais nada, pois ele tinha as palavras”, e por amar escrever – e amar as palavras – me identifiquei tanto com isso que era impossível não sentir a emoção em seus textos.

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O livro é curto e conta com apenas 176 páginas. E a leitura é tão leve e envolvente, que quando percebe, já o terminou há algum tempo e está absorvendo as últimas palavras do Cameron.
Não é nada comparado à Menina Que Roubava Livros, que destrói com seu psicológico, porém, marca muito a sua vida, de uma maneira ou de outra. A leveza e o jeito que ele prova para todos que ele não é o que pensam é maravilhoso e super inspirador – pois, ele samba (basicamente).
(Espero, novamente, que essa tenha sido uma boa pseudo resenha).
Até a próxima!
Giulia

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