Eu, você e a garota que vai morrer

Eu juro que tentarei fazer isso sem me perder – ou deixá-los perdidos. Enfim, a questão é apresentar um filme e o livro no qual esse se baseou. Ambas obras, por mais que parecidas, como sempre, são diferentes, mas cada uma maravilhosa a sua maneira.
Porém, para me organizar e me perder menos, farei na ordem como eu tive contato com elas.
Em resumo: Greg é um adolescente que tem um pavor de ser denominado “amigo” de alguém. Ele acredita que amizades levam à uma segregação e diferença que fazem com que as pessoas no ensino médio fiquem zoando umas às outras – o conhecido bullying. Assim, ele desenvolve um sistema que permite com que ele seja “conhecido” por todos e evite que algum deles o veja como inimigo – e possível alvo de brincadeiras. Ao mesmo tempo, ele anda bastante com Earl, um “colega de trabalho”, com o qual reproduz, de maneira tosca, diversos filmes que eles assistiram e gostaram. Tudo na vida de Greg muda quando sua colega de classe, e vizinha, Rachel, descobre que está com leucemia – e a mãe dele o obrigada a visitá-la e oferecer “sua amizade”. Assim, inicia-se uma amizade forçada entre os dois – que começam a passar cada vez mais tempo juntos. Percebendo isso – e o fim iminente da vida de Rachel – as pessoas descobrem os filmes de Greg e Earl e sugerem que eles dediquem um à adolescente, antes que ela morra. Então, os dois começam uma produção sobre a vida da menina – a qual mudam de estilo diversas vezes antes de tentarem chegar à um final.
Essa seria a ideia principal da obra – de acordo com a minha percepção -, porém, citarei algumas diferenças apresentadas entre o filme e o livro.

Filme: Eu, você e a garota que vai morrer

2015, EUA. Direção: Alfonso Gomez-Rejon
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Crédito: tumblr

Como a maioria das coisas ultimamente, você ouve falar antes do filme do que o livro. E foi exatamente isso que aconteceu com essa belezinha. Tinha visto em algum lugar, assistido o trailer e aguardava ansiosamente o lançamento. Distraída como sou – e como o filme quase nem entrou em cartaz por aqui – perdi o lançamento e depois de meses, muitos mesmo, enquanto vasculhava o Popcorn Time à procura de algo para assistir, me deparei com esse filme e não pensei duas vezes antes de escolhê-lo.
O filme é leve, engraçadinho e divide a história pelos dias de “amizade condenada”, como Greg a chama. A fotografia é maravilhosa, tanto como o cenário, figurino e direção. E, nossa, nem deixe-me falar sobre a atuação deles.
Greg lembra a todo momento que não é uma história de amor e acompanha todo o processo de produção do filme em homenagem à Rachel.
Sem contar que a maneira como é citado – e mostrado – as produções feitas pelo Greg e Earl são maravilhosas – e mil vezes melhores do que qualquer coisa que eu poderia imaginar.
Logo depois de terminar de assistir o filme, descobri que existia um livro que dava o embasamento da história – novamente, não pensei duas vezes e o comprei.

Livro: Eu, você e a garota que vai morrer

Jesse Andrews. Editora Fábrica 231, 2015. 288 páginas.
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Assim que o livro chegou e as pessoas de casa começaram a ler o nome do livro, todo mundo falava “nossa, que sem graça, já diz o que acontecerá no final no título”. Mas, aí é que está a graça de quando se assiste o filme primeiro: eu já sabia o final e boa parte da história, eu só queria mais detalhes que não foram apresentados no filme e assim, não tem maneira nenhuma de qualquer uma das obras me decepcionar, gostarei de ambas para sempre.
E isso sempre acontece comigo. Sem decepções com qualquer uma das outras e um amor intenso pelas duas.
Enfim, mesmo todos sabendo o super spoiler – que garanto, não é spoiler -, comecei a ler e me apaixonar cada vez mais pela história.
O livro é imensamente mais rico em detalhes do que o filme, obviamente, porém, continua tão leve quanto e ainda mais engraçado. Contado por Greg, é como se esse livro fosse um livro escrito por ele mesmo sobre tudo que passou com Rachel – e isso inclui o passado conturbado que tiveram durante a infância e pré-adolescência.
Uma das coisas que eu mais amei foram as mudanças na forma de narrativa que ocorrem no decorrer do livro. Em um momento, é uma narrativa em primeira pessoa, normal, depois, é o roteiro de um filme, para, então, ser somente as falas do outro personagem que dialoga com o Greg.
Porém, uma das coisas que mais odiei foram os inícios de capítulo dessa edição brasileira. Em uma tentativa frustada de trazer representações de cenário através de objetos pendurados por cordas, que foram feita de maneira maravilhosa na capa, eles trazem isso em TODO início de capítulo, mas de uma maneira mil vezes mais forçada.
De resto, o livro é fenomenal e recomendo para todos.
Porém, para não se decepcionar com o filme, assista-o primeiro e assim como eu, ame os dois.
(Essa é uma dica que dou raras vezes, mas que funcionou excepcionalmente para mim e que recomendo que todos o façam)
Espero que não tenha ficado tão confuso quanto acho que ficou.
Até a próxima!
Giulia

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