Filmes: Romeu + Julieta

1996, EUA. Drama/Romance. 2h10min. Dir: Baz Luhrmann
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Como qualquer outra pessoa neste planeta – com um mínimo de conhecimento em histórias literárias conhecidas -, sei de cor e salteado a dramática história de Romeu e Julieta, um jovem casal, herdeiros de famílias rivais, que vivem um grande e forte amor – que termina em uma tragédia imensa.
(Gostaria de não contar esse spoiler, porém, acredito que já seja de conhecimento de todos e não faria diferença contá-lo ou não).
Eu, como um grande fã de romances, sou apaixonada por essa história. Ainda mais por acabar e enterrar toda a definição e ideia de “felizes para sempre” que todos os romances trazem. Ambos morreram, cada um sem o amor de sua vida – e tudo isso, por infortuno de conversas e decisões equivocas, particularmente, uma das coisas mais presentes no amor.
O amor é lindo, de um jeito trágico. E William Shakespeare – quem escreveu a peça que conta essa história – demonstra e relata isso de um jeito extraordinário.
Mesmo assim, li somente um livro de Shakespeare – Hamlet, para escrever o roteiro de um teatro no ensino médio. E aprendi que, mesmo conhecendo todos os detalhes de uma história, você nunca sabe até realmente lê-la. Prometi a mim mesma que leria Romeu e Julieta, porém, enquanto não tenho a chance, entrego-me às inúmeros versões existentes da história.
Contarei, em particular, sobre a versão de 1996, que conta com Leonardo DiCaprio (<3) e Claire Danes, como o casal principal.
Esse é um daqueles filmes que você assiste quando é criança e coloca em sua cabeça que o amou mesmo sem ter entendido nada – fiz isso com milhões de filmes. Quando fica mais velha e os reassiste, a paixão existente se reafirma de maneira muito mais convicta – já que agora, compreende-se, profundamente, o que se passa no filme (isso aconteceu de maneira incrível com A Vida É Bela, mas, volto a falar nisso depois).tumblr_oejzbejthw1v834ifo1_500Como se é de praxe, o filme conta a história do romance e da grande tragédia que ocorre na vida das famílias rivais – Montéquio e Capuleto. Na peça de Shakespeare, ela é narrada na cidade de Verona, na Itália, em uma época que famílias inteiras defendiam ideais que nem ao mesmo entendiam porquê existia. Isso se dá forma na guerra existente nas famílias – e no ódio profundo que uns têm pelo sobrenomes dos outros.
Romeu Montéquio, em uma noite andando pela cidade, é convidado pelo seu melhor amigo, Mercúcio, a invadir uma festa que estava sendo feita na casa dos Capuleto. Como era um baile de máscaras, seria fácil passar despercebidos e ele e seus primos aceitam o convite. Lá, ele encontra e apaixona-se por Julieta, a herdeira definitiva dos Capuleto. A menina também se apaixona por ele e inicia-se aí, um romance proibido.tumblr_o7aphka6ry1u7bkx7o3_500Porém, o primo de Julieta, Tebaldo, que reconhece os Montéquios na festa, planeja vingança e em uma encruzilhada contra Romeu acaba sendo morto.
Enquanto o Montéquio é exilado da cidade por conta de seu crime, o pai de Julieta pretende casá-la com Páris, um menino rico que auxiliaria nos contatos da família.
O Padre, uma das únicas pessoas a saber do romance dos jovens, elabora um plano para que eles fiquem juntos – com Julieta fingindo sua própria morte na manhã de seu casamento com Páris, e Romeu voltando escondido do exílio para levá-la para viverem em outra cidade.
A partir daí, todos sabem a história de como a carta do Padre chega depois que um primo de Romeu lhe conta que Julieta está morta – sem saber do plano. Quando o Romeu volta, e vê sua amada morta, bebe um veneno e descansa ao seu lado. Poucos segundos depois, ela acorda e decide também se matar por não poder viver em um mundo sem Romeu.
(Fiz mais um resumo do que uma resenha, mas realmente acredito que a história não seja segredo para ninguém)tumblr_nmg18imegf1qgywzmo1_500O filme conta exatamente a história do livro, só que a adaptando para a realidade de 1996 – e a enquadrando em uma praia chamada Verona. Assim, as famílias são como gangues e donas de grandes empresas – que provocam-se e realizam alguns “duelos” sempre que se encontram. A genialidade do diretor, que também ajudou a escrever o roteiro, foi manter todos os diálogos da forma original, ou seja, como haviam sido escrito por Shakespeare. O que conta de maneira emocionante e engraçada a história, fazendo com que homens gritem palavras cultas enquanto atiram com armas de fogo uns contra os outros, usando dentes de prata e camisas havaianas.
(E isso me lembrou imensamente as adequações que eu tinha que fazer em roteiros para os teatros na escola – e como isso é complicado e como eles o fizeram de maneira esplêndida)
Sem contar que a explicação dada no início, que seria o trabalho do narrador da peça, é apresenta como um trailer, logo após ter sido feita em forma de uma matéria jornalística. Assim, apresentam a história e os nomes dos personagens, seguidos de quem são.
Depois de anos, quando descobri que esse filme sairia do catálogo da Netflix (que, infelizmente, já aconteceu), assisti-o novamente e confirmei que, realmente, amo esse filme.
A fotografia é bem confusa em alguns momentos e extremamente precisa em outros, na verdade, na maioria. As locações usadas em todo o filme e o modo como mostram as tradições e as rivalidades da família são ótimos, mesmo podendo terem sido mais aprofundados.
E também sou a trouxa de ligar coisas banais a eventos especiais. Então, esse filme tem um espaço ainda maior no meu coração por ter sido lançado no ano do nascimento da minha irmã – e um ano antes do meu próprio nascimento.
Espero que assistam e amem essa versão tanto quanto eu (e, ah, o começo é meio confuso e repetitivo, mas é maravilhoso, prometo!)
(Infelizmente, estourou um cano e não consegui colocar os créditos – mas, os links dos posts dos quais peguei as imagens estão nelas, então, é só clicar!)
Até a próxima!
Giulia

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