Author: gmlsnk

Estudante de jornalismo e eterna escritora de diários. Amante das palavras, se aventura em seu mundo - mesmo às vezes não conseguindo muito. Gosta de falar sobre tudo um pouco, fala e escreve muito. Sagitariana, não gosta de rótulos e muito menos julgamentos. Com ascendente em gêmeos, é meio imprevisível - até para ela mesma. Gosta de signos e música, e não se importa em dançar na frente de todo mundo. Tem um user em cada rede social e uma conta em todas. Nunca sabe dar nome para as coisas e sempre observa tudo ao redor.

Assistidos em julho e agosto de 2017

(Perdi-me novamente nos assistidos e decidi juntar tudo. Porém, novamente, este post é uma vergonha, pois, em dois meses assisti três filmes inteiros – e dormi no resto. Desculpem por isso) (Como são filmes “cults” – obrigada, Gabriel, por me fazer assisti-los de uma vez por todas -, decidi que seria legal trazê-los em gifs, não só imagens)

tumblr_oujjnvsZbj1sr5vsyo4_r1_540Pulp Fiction, EUA, 1994. Drama/Policial/Thriller. Dir: Quentin Tarantino * **
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Clube da Luta, Alemanha/EUA, 1999. Drama. Dir: David Fincher * **
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Bastardos Inglórios, Alemanha/EUA, 2009. Aventura/Drama/Guerra. Dir: Quentin Tarantino * **

 

 

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Filmes: Olhos Grandes

Eu queria assistir esse filme há muito tempo e por várias razões. Primeira: A Lana Del Rey gravou uma música para a trilha sonora dele. Segunda: Ele é dirigido pelo Tim Burton (shame on me por amar os filmes dele). Porém, ao mesmo tempo sempre relutava em assisti-lo (e para isso, não existem razões concretas).
Esses dias, abrindo a Netflix, descobri que ele havia sido adicionado à lista. Li a sinopse, fiquei apaixonada, mais uma vez, e assisti. E, nossa, que filme maravilhoso.

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O filme conta a história real dos Keane. No fim dos anos 50 e início dos 60, Walter Keane tornou-se mundialmente conhecido com seus quadros de crianças, em maioria, com olhos grandes. Porém, quem os pintava era sua esposa, Margaret Keane, em segredo. Depois de anos de Walter levando o crédito, Margaret conta a verdade para o mundo, o que choca o mundo da arte.

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Muito mais do que só retratar a farsa de Walter, o filme retrata fortemente o machismo da época, principalmente no ramo artístico e no lar. Machismo esse que, por mais que pareça que não existe mais, ele ainda está por aí, assombrando a vida de milhares de mulheres.
Por mais que o crédito sendo tomado por ele tenha sido algo que aconteceu sem querer (pela primeira vez), o filme vai mostrando como a obsessão por dinheiro – ao invés da paixão pela arte – vai transformando uma pessoa. E como um segredo pode fazer mal a alguém.

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Dirigido pelo Tim Burton, a tabela de cores apresenta-se um pouco mais alegre do que a maioria de seus filmes, mas trazem algo que só ele consegue trazer. Apresentando a fissura de Walter pelo dinheiro e a dor e pressão que Margaret sofria de pintar diversos quadros em segredo.
O filme, para mim, mostrou-se incrível principalmente por apresentar todas essas questões e por você mesmo conseguir sentir a angústia de Margaret e como aquilo a consumia por dentro. E traz à tona, toda a questão de como mulheres ficam presas em relacionamentos abusivos, sem ao menos perceber, e quando (amém!) percebem e conseguem se libertar do mesmo.
Ah! Ele também mistura algumas partes com fantasia, para dar mais realismo ao sentimento da cena. Porém, como qualquer filme baseado em história real, fico com um pé meio atrás se os fatos realmente aconteceram daquela maneira (mas, a foto da atriz, Amy Adams, com a Margaret Keane no final, me convenceu que a maioria dos acontecimentos apresentados aconteceram mesmo).
É um filme forte e ao mesmo tempo leve. Eu realmente não esperar gostar tanto filme quanto eu gostei. E recomendar tanto assim.
Acredito que é isso. Não posto há um tempo e, talvez, tenha perdido a prática. Mas, por favor, assistam esse filme.

Assistidos em Maio e Junho de 2017

(Eu meio que me perdi nos assistidos e assisti pouca coisa, então decidi juntar tudo)

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

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Philomena, EUA/França/UK/Irlanda, 2013. Drama. Dir: Stephen Frears * **
tumblr_oq89fupyY91v4a8wfo1_500A Cabana, EUA, 2017. Drama. Dir: Stuart Hazeldine
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Z: A Cidade Perdida, EUA, 2016. Ação/Aventura/Biografia. Dir: James Gray
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O Mágico de Oz, EUA, 1939. Aventura/Família/Fantasia/Musical. Dir: George Cukor/Mervyn LeRoy/Norman Taurog/Victor Fleming
tumblr_oqkomnCA1z1vz89hmo2_1280Mommy, Canadá, 2014. Drama. Dir: Xavier Dolan * **
tumblr_ok76q9bOjx1u5aj29o10_500Hurricane Bianca, EUA, 2016. Comédia. Dir: Matt Kugelman *
tumblr_nn977wSAyi1rchc4bo1_500O Garoto da Casa ao Lado, EUA, 2015. Thriller. Dir: Rob Cohen *
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Olhos Grandes, EUA, 2014. Biografia/Drama. Dir: Tim Burton *
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Relatos Selvagens, Argentina/Espanha, 2014. Comédia/Drama/Thriller. Dir; Damián Szifron

Cafés, chás e tentativas

Sempre gritei, com orgulho, que não gostava de café. Que não me renderia aos prazeres e tentações da cafeína – de deixar seu corpo e parte do seu cérebro funcionando enquanto a maior parte de você está adormecida.
Rio do meu pensamento anterior enquanto olho para o pequeno copo de plástico cheio de café na tentativa falha de manter-me acordada.
“É o antialérgico que tomei hoje”, tento redimir-me comigo mesma. Porém, não há mais volta. Rendi-me a esses prazeres que tanto me assombraram por anos. E mesmo assim, ainda tento criar desculpas e argumentos do porquê isso é necessário. (Quando, na verdade, eu só o quero tomar mesmo).

2c17bc5300c58f99ea4123e9cda05bcdIlustração: Henn Kim

Lembro-me do processo lento e progressivo que tive até, efetivamente, assumir que tomo café (com leite com achocolatado, de preferência, por favor).
Primeiro, o chocolate da máquina do estágio com umas três gotas do café feito toda manhã. Depois, o cappuccino da máquina com mais gotas que anterior do café que está no bule.
Recordo-me de como foi descobrir a delícia que era comer Bel Vita ou um pão de queijo acompanhado de café. E de surpreender-me ao notar que essa rotina poderia ser uma ao qual eu tinha a possibilidade de me acostumar. E até gostar.
Aprendi os truques. Tomar antes que esfrie (fica pior ainda). Misturar com um sachê de açúcar. Controlar a cara feia.
A bebida, quente, ainda desce amarga pela minha garganta. Ainda cai como chumbo em meu estômago. Entretanto, me dá a falsa noção de estar desperta. E agarro-me a ela, agora, quando meus olhos piscam e a cabeça tomba, pesada.
Acostumei-me. Agora, quando me oferecem um café, analiso bem. Ao invés do “não” automático, seria tão ruim assim? Talvez seja necessário, penso. E, assim, ocasionalmente, aceito. Permitindo, também, olhar de outra maneira para a bebida que eu mais odiava no mundo e conceder a liberdade que ela entre, gradualmente, em minha vida.
Demorou cerca de quatro anos. Mas, cá estou. Rindo de nervoso para o próximo copinho com café que irei tomar.
Planejo-me, penso e espero ir em uma cafeteria. Pedir uma xícara de café e sentar tranquilamente, lendo um livro – algo que sempre admirei, mas nunca consegui.
E por mais que tenha tido esse progresso com o café, algo que ainda me prende nesse mundo de “bebidas que não suporto” é o chá.
Experimentei. Duas, três, quatro vezes. Não me desce. Tentei, mudei minha opinião, passei a admirar e “achar chique” quem consegue esquentar uma água, colocar o sache e ficar tranquila com a bebida.
Tentei de novo. Nada. Não sinto gosto, não acostumo, não vejo vantagem nenhuma. Achei melhor deixar para lá e dar chance para experimentar outras coisas. Mais legais, mais calmas, que me trarão algo, ou até mesmo nada.
Aceitei que sempre que alguém me oferecer chá, terei de dizer “não, obrigada” e até, se necessário, liberar o “não gosto, obrigada”.

a9c0791dbc97e5418cf6548f59b39947Ilustração: Henn Kim

Há coisas na vida que devemos nos permitir gostar e outras que devemos nos proporcionar evitar. Aprendi a gostar de café e compreendi que não gosto, realmente, de chá. Como também revivi esse processo e firmei esses entendimentos com diversas outras coisas – e diversas pessoas por aí.
Tem pessoas, manias, coisas e experiências que gosto, acostumei, e quero ao meu lado, em minha vida, inserida na minha rotina. E outras que evito e deixo ir – e serem os gostos de outras pessoas.
Esses são processos naturais que ocorrem quando necessário. Notamos todas essas ideias e gostos quando estamos prontos – sem nos apressar e nos atrasar em momento algum. E o mais importante: descobrimos quando, como e até onde insistir em um gosto, algo ou alguém.
Com o chá, a tentativa não durou dois meses e terminou em malogro. Com o café, a tentativa levou anos e obteve sucesso.
Tudo tem seu tempo. Tudo tem seu gosto. Aprendi os meus e continuo-os aprendendo. O esforço é eterno – e nunca deve ser esquecido (tanto quando há triunfo ou quando resulta em ruína). Devemos aceitar e apreciar a tentativa. E sempre, sempre, sempre, devemos tentar.

Músicas para acalmar o coração

Há algum tempo atrás, depois de várias noites passadas em claro por conta da ansiedade, decidi criar uma playlist com músicas que acalmassem meu coração e que, naquele momento de paz, permitissem que eu dormisse. Lembrando dela, decidi trazer para cá algumas músicas favoritas daquela seleção e que me fazem feliz e me ajudam a ficar tranquila quando estou uma pilha de nervos. (E são músicas que acredito que todos precisam ouvir ao menos uma vez na vida).

Vida: Programa de rádio

Este semestre na faculdade, tivemos que montar e gravar um programa de rádio. Ele poderia ser um programa mesmo, do dia a dia, com boletins de tempo e clima, ou um especial, com o tema livre. Optamos por fazer um especial e o Douglas deu a maravilhosa ideia de falar sobre Electra Heart e álbuns que apresentam um conceito, ou uma história. Fomos o primeiro grupo a gravar e por isso, já está pronto. Foi incrível gravar e ver algo que parecia que não ia dar certo, funcionar e sair de uma maneira linda.
São quase 15 minutos de puro pop e músicas maravilhosas da Marina, com entrevistas com fãs e nossos professores de sociologia, para falar sobre os arquétipos apresentados no álbum, e de webjornalismo (o qual descobrimos no meio do processo que era um crítico musical), para falar sobre álbuns que apresentar um conceito através de uma história ou alterego.
(Juro que só estou colocando porque fazer rádio é muito legal, adorei o resultado e dá um super orgulho de ver isso pronto).

Assistidos em Abril de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

tumblr_n78f3wdYEy1taqu5jo1_500Scialla, Itália, 2011. Comédia. Dir: Francesco Bruni
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Loucas de Alegria (La Pazza Gioia), Itália, 2016. Comédia. Dir: Paolo Virzì **
tumblr_on2d4gUFH01ubc3b0o1_500Moonlight: Sob a Luz do Luar, EUA, 2016. Drama. Dir: Barry Jenkins **
tumblr_oobg2h2axK1vz197eo6_500O Grande Hotel Budapeste, EUA, 2014. Aventura/Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **
tumblr_mrp04kwCqS1qjsex7o1_1280Flores Raras (Reaching for the Moon), Brasil, 2013. Biografia/Drama/Romance. Dir: Bruno Barreto **
tumblr_omggjhkzez1rreqavo1_500Nerve: Um Jogo Sem Regras, EUA, 2016. Mistério/Policial/Thriller. Dir: Ariel Schulman/Henry Joost * **
tumblr_ootpjren5j1s2mokto2_1280La La Land: Cantando Estações, EUA/Hong Kong, 2016. Comédia/Drama/Musical/Romance. Dir: Damien Chazelle **
tumblr_npdey2HQHn1s2mokto1_500Os Excêntricos Tenenbaums, EUA, 2001. Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **