Author: gmlsnk

Estudante de jornalismo e eterna escritora de diários. Amante das palavras, se aventura em seu mundo - mesmo às vezes não conseguindo muito. Gosta de falar sobre tudo um pouco, fala e escreve muito. Sagitariana, não gosta de rótulos e muito menos julgamentos. Com ascendente em gêmeos, é meio imprevisível - até para ela mesma. Gosta de signos e música, e não se importa em dançar na frente de todo mundo. Tem um user em cada rede social e uma conta em todas. Nunca sabe dar nome para as coisas e sempre observa tudo ao redor.

Cafés, chás e tentativas

Sempre gritei, com orgulho, que não gostava de café. Que não me renderia aos prazeres e tentações da cafeína – de deixar seu corpo e parte do seu cérebro funcionando enquanto a maior parte de você está adormecida.
Rio do meu pensamento anterior enquanto olho para o pequeno copo de plástico cheio de café na tentativa falha de manter-me acordada.
“É o antialérgico que tomei hoje”, tento redimir-me comigo mesma. Porém, não há mais volta. Rendi-me a esses prazeres que tanto me assombraram por anos. E mesmo assim, ainda tento criar desculpas e argumentos do porquê isso é necessário. (Quando, na verdade, eu só o quero tomar mesmo).

2c17bc5300c58f99ea4123e9cda05bcdIlustração: Henn Kim

Lembro-me do processo lento e progressivo que tive até, efetivamente, assumir que tomo café (com leite com achocolatado, de preferência, por favor).
Primeiro, o chocolate da máquina do estágio com umas três gotas do café feito toda manhã. Depois, o cappuccino da máquina com mais gotas que anterior do café que está no bule.
Recordo-me de como foi descobrir a delícia que era comer Bel Vita ou um pão de queijo acompanhado de café. E de surpreender-me ao notar que essa rotina poderia ser uma ao qual eu tinha a possibilidade de me acostumar. E até gostar.
Aprendi os truques. Tomar antes que esfrie (fica pior ainda). Misturar com um sachê de açúcar. Controlar a cara feia.
A bebida, quente, ainda desce amarga pela minha garganta. Ainda cai como chumbo em meu estômago. Entretanto, me dá a falsa noção de estar desperta. E agarro-me a ela, agora, quando meus olhos piscam e a cabeça tomba, pesada.
Acostumei-me. Agora, quando me oferecem um café, analiso bem. Ao invés do “não” automático, seria tão ruim assim? Talvez seja necessário, penso. E, assim, ocasionalmente, aceito. Permitindo, também, olhar de outra maneira para a bebida que eu mais odiava no mundo e conceder a liberdade que ela entre, gradualmente, em minha vida.
Demorou cerca de quatro anos. Mas, cá estou. Rindo de nervoso para o próximo copinho com café que irei tomar.
Planejo-me, penso e espero ir em uma cafeteria. Pedir uma xícara de café e sentar tranquilamente, lendo um livro – algo que sempre admirei, mas nunca consegui.
E por mais que tenha tido esse progresso com o café, algo que ainda me prende nesse mundo de “bebidas que não suporto” é o chá.
Experimentei. Duas, três, quatro vezes. Não me desce. Tentei, mudei minha opinião, passei a admirar e “achar chique” quem consegue esquentar uma água, colocar o sache e ficar tranquila com a bebida.
Tentei de novo. Nada. Não sinto gosto, não acostumo, não vejo vantagem nenhuma. Achei melhor deixar para lá e dar chance para experimentar outras coisas. Mais legais, mais calmas, que me trarão algo, ou até mesmo nada.
Aceitei que sempre que alguém me oferecer chá, terei de dizer “não, obrigada” e até, se necessário, liberar o “não gosto, obrigada”.

a9c0791dbc97e5418cf6548f59b39947Ilustração: Henn Kim

Há coisas na vida que devemos nos permitir gostar e outras que devemos nos proporcionar evitar. Aprendi a gostar de café e compreendi que não gosto, realmente, de chá. Como também revivi esse processo e firmei esses entendimentos com diversas outras coisas – e diversas pessoas por aí.
Tem pessoas, manias, coisas e experiências que gosto, acostumei, e quero ao meu lado, em minha vida, inserida na minha rotina. E outras que evito e deixo ir – e serem os gostos de outras pessoas.
Esses são processos naturais que ocorrem quando necessário. Notamos todas essas ideias e gostos quando estamos prontos – sem nos apressar e nos atrasar em momento algum. E o mais importante: descobrimos quando, como e até onde insistir em um gosto, algo ou alguém.
Com o chá, a tentativa não durou dois meses e terminou em malogro. Com o café, a tentativa levou anos e obteve sucesso.
Tudo tem seu tempo. Tudo tem seu gosto. Aprendi os meus e continuo-os aprendendo. O esforço é eterno – e nunca deve ser esquecido (tanto quando há triunfo ou quando resulta em ruína). Devemos aceitar e apreciar a tentativa. E sempre, sempre, sempre, devemos tentar.

Músicas para acalmar o coração

Há algum tempo atrás, depois de várias noites passadas em claro por conta da ansiedade, decidi criar uma playlist com músicas que acalmassem meu coração e que, naquele momento de paz, permitissem que eu dormisse. Lembrando dela, decidi trazer para cá algumas músicas favoritas daquela seleção e que me fazem feliz e me ajudam a ficar tranquila quando estou uma pilha de nervos. (E são músicas que acredito que todos precisam ouvir ao menos uma vez na vida).

Vida: Programa de rádio

Este semestre na faculdade, tivemos que montar e gravar um programa de rádio. Ele poderia ser um programa mesmo, do dia a dia, com boletins de tempo e clima, ou um especial, com o tema livre. Optamos por fazer um especial e o Douglas deu a maravilhosa ideia de falar sobre Electra Heart e álbuns que apresentam um conceito, ou uma história. Fomos o primeiro grupo a gravar e por isso, já está pronto. Foi incrível gravar e ver algo que parecia que não ia dar certo, funcionar e sair de uma maneira linda.
São quase 15 minutos de puro pop e músicas maravilhosas da Marina, com entrevistas com fãs e nossos professores de sociologia, para falar sobre os arquétipos apresentados no álbum, e de webjornalismo (o qual descobrimos no meio do processo que era um crítico musical), para falar sobre álbuns que apresentar um conceito através de uma história ou alterego.
(Juro que só estou colocando porque fazer rádio é muito legal, adorei o resultado e dá um super orgulho de ver isso pronto).

Assistidos em Abril de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

tumblr_n78f3wdYEy1taqu5jo1_500Scialla, Itália, 2011. Comédia. Dir: Francesco Bruni
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Loucas de Alegria (La Pazza Gioia), Itália, 2016. Comédia. Dir: Paolo Virzì **
tumblr_on2d4gUFH01ubc3b0o1_500Moonlight: Sob a Luz do Luar, EUA, 2016. Drama. Dir: Barry Jenkins **
tumblr_oobg2h2axK1vz197eo6_500O Grande Hotel Budapeste, EUA, 2014. Aventura/Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **
tumblr_mrp04kwCqS1qjsex7o1_1280Flores Raras (Reaching for the Moon), Brasil, 2013. Biografia/Drama/Romance. Dir: Bruno Barreto **
tumblr_omggjhkzez1rreqavo1_500Nerve: Um Jogo Sem Regras, EUA, 2016. Mistério/Policial/Thriller. Dir: Ariel Schulman/Henry Joost * **
tumblr_ootpjren5j1s2mokto2_1280La La Land: Cantando Estações, EUA/Hong Kong, 2016. Comédia/Drama/Musical/Romance. Dir: Damien Chazelle **
tumblr_npdey2HQHn1s2mokto1_500Os Excêntricos Tenenbaums, EUA, 2001. Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **

31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

Vi um post com essas perguntas no Pe-dri-nha, e fiquei muito animada para fazer (até porque né, sou a louca de responder essas perguntas). Sem contar que é um ótimo jeito de saberem um pouco coisas aleatórias dessa que vos escreve – coisa que eu gostaria de desenvolver mais por aqui, coisas mais pessoas.
Então, lá vai:

1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Nunca achei que tinha gosto de sabonete, e eu gosto, até. Mas, não faço questão que esteja em toda comida.

2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Necessários em alguns casos, engraçados em outros, desnecessários na maioria.

3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
Não comia esse chocolate 😦

4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
E, G e H.

5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Depende do dia. Se tiver notificação, é o whatsapp. Se não, twitter, sem sombra de dúvidas.

6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Iogurte >>>>>>> qualquer bala da vida, sério.

7. Que cor você acha menos confiável?
Verde. Sem trocadilhos, mas o acho muito traiçoeiro. Tipo, dependendo do tom fica lindo e dependendo do tom fica uma bosta (quase literalmente).

8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
O Artista. Tipo, é muito interessante e bom, mas fui com umas expectativas e eles as jogaram no lixo.

9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Golfinho. Animais com bicos são perigosos e loucos – sem contar que rola um medinho de ser bicada.

10. Toddy ou Nescau?
Toddy. Judge me.

11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Sim. Como os animais também conversam entre si. (Percebi que pode trazer uma ambiguidade, como se eu estivesse chamando bebês de animais, mas juro que não é isso)

12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Sim. E acho isso uma loucura maravilhosa.

13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Ouro Branco né, pelo amor. (Porém, como os dois, sem problema nenhum).

14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Jackie Chan. Sei que tem um puta nome complexo, mas era assim que eu chamava e eu amava muito esse desenho.

15. Que série você jamais reveria?
Nenhuma. Só assisti umas três séries inteiras. E reveria todas tranquilamente – se eu revesse séries.

16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
Vale dois? Harry e Rony (acho ele muito irritante, perdão).

17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Boas e exóticas.

18. Com quem você dividiria um Bis?
Com quem estivesse comigo no momento.

19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Compraria um fone e umas comidas/sorvetes.

20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Até ela estar com uma aparência/cheiro estranho.

21. Qual é seu número preferido?
Quatro. Oito. E dois.

22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
Incrivelmente, o do wordpress. É o que eu menos acesso.

23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
Ross. Eu adoro ele, mas ele faz uns dramas que eu fico ?????? (Querido, cê é adulto. SUPERA E SEGUE A VIDA). Ah, e a Phoebe. Ela é muito engraçada, mas meio egoísta e sem noção.

24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Eu não curto. Mas, cada um faz o que quiser – principalmente, com seu prato.

25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
No segundo ano do ensino médio.

26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Acredito (e espero) que não.

27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Uma semana? Eu fiquei tentando entender mesmo.

28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Vinagrete ❤

29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Sim!!!! Fiquei viciada durante semanas e o amor não sumiu ainda (mas, parei de ouvir por completo).

30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Nenhum, nem outro. Odeio os dois extremos.

31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Dormir e nunca saber. (Apesar que tenho quase certeza que eu acordaria mesmo assim, mas né).

Música: Plutão Já Foi Planeta

Aposto que a maioria já ouviu falar neles. Também, não é por muito menos, a banda foi uma das finalistas na última edição do programa SuperStar, da Globo. E foi lá mesmo que conheci essas belezinhas.
Assim que foi anunciada a banda, já gostei do nome. (Pois, podem desconhecer esse fato, mas sempre gostei muito de Plutão – tanto a ponto de desacreditar que algum dia ele não foi planeta). E aí, eles tocaram. Lembro que foi o “Viagem Perdida” – que marca a banda até hoje. Com uma melodia suave, eles falavam sobre uma eterna busca de si mesmo, que acaba dentro de você e em nenhum outro lugar.

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A banda é de Natal, Rio Grande do Norte, e é formada por Vitória de Santi, Sapulha Campos, Gustavo Arruda, Khalil Oliveira e Natália Noronha (bem na ordem da foto acima).
Composição boa com letra melhor ainda. Taí um combo que me encanta. Apaixonei-me e os acompanhei em cada episódio que apareciam. E eu votava! Sério. Mais músicas foram apresentadas e assim, conheci e amei também “Você Não É Mais Planeta”. Ouvia as outras músicas, mas essas eram as principais.
Mesmo assim, vez ou outra, voltava e ouvia essas belezinhas por completo. Foi aí que esses dias descobri que haviam lançado, neste ano, um novo álbum: “A Última Palavra Feche a Porta”. Já me apaixonei pela capa dele (sou dessas), que apresenta uma ilustração maravilhosa. Fui ouvir e o amor só aumentou. E juro que não consigo parar de ouvi-los desde então.
Então, vim deixar aqui para vocês ouvirem os dois álbuns desses lindos. Aproveitem e se apaixonem muito também.

Um texto positivo

(Comecei a escrever esse texto porque precisava de algo positivo e não o encontrava. Até perceber que, para começar, devia encontrar esse positivismo dentro de mim mesma. E é mais um desabafo e uma motivação)

0b472547809643.58860c15a157dIlustração: Xuan Ioc Xuan

Sempre procuro, na grande maioria das vezes dentro de mim mesma, palavras de animação para que eu siga em frente. Ideias positivas que não façam com que eu permaneça empacada e congelada – por medo, por conforto.
De acordo com a astrologia, sou uma pessoa positiva nata. Vejo um lado bom em tudo e enxergo um futuro com o brilho inexistente para a maior parte das pessoas. Porém, ser assim na vida real é mil vezes mais difícil.
Sofro de ansiedade. Mesmo. Real. Já passei noites em claro pelo simples fato de estar preocupada com algo que, na minha cabeça, estava acontecendo nitidamente – quando, na realidade, não estava.
Passei o ensino médio inteiro questionando-me se estava escolhendo a profissão correta – mesmo anunciando aos quatro cantos do mundo desde 2008 que eu queria ser jornalista. Até hoje, no meu terceiro ano de faculdade, pergunto-me isso.
E mesmo com tudo isso, eu levo em minha vida o pensamento de que tudo dará certo. Não importa se não pareça o certo no momento. Se está acontecendo contigo, é o certo.
Vivi isso na pele em 2015, quando eu estava entre fazer estágio em processamento de dados, a famigerada programação, e começar minha faculdade de jornalismo.
Sempre havia sonhado com jornalismo, mas todo estágio requeria um futuro como programadora – e eu precisava do estágio para receber o diploma do técnico. Sem contar que a minha única chance de entrar na faculdade, o ProUni, era tão incerto quanto dirigir de olhos vendados.
Mesmo assim, estava tentando ambos. Passei na primeira chamada em jornalismo matutino. Fiquei horas na fila de espera para o atendimento do ProUni, para descobrir que não havia formado turma de manhã. Saindo sem esperanças, recebo um telefonema do estágio – que estava há semanas sem entrar em contato – chamando-me para outra fase do processo seletivo. Uma nova esperança surgiu.
Fiz essa parte do processo e enquanto aguardava a resposta, passei na segundo chamada do ProUni em jornalismo no período da noite.
Fiz minha matrícula no meu curso ao mesmo tempo que era recusada no estágio de programação – sendo que eles não me aceitariam ali se não estivesse fazendo qualquer curso relacionado à computação.
Menos de dez meses depois, comecei meu estágio em jornalismo. Coisa que, realmente, não seria possível se estivesse na programação.

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Ilustração: Xuan Ioc Xuan

Em menos de uma semana, passei por diversas reviravoltas – as quais não entendia -, mas que, no fim, fizeram o maior sentido e agradeço imensamente.
Acredito que não estaria tão feliz programando quanto estou escrevendo textos, matérias e releases. Quanto estou fazendo (minha primeiro aula de) rádio. Quanto estou na expectativa de fazer um documentário para concluir meu curso.
Sei que acontecem milhares coisas na vida que nos impedem de ver um lado positivo. Porém, confia em mim quando digo que há um lado bom. Que, realmente, o que aconteceu é o certo – por mais que não pareça no momento.
E no fim de tudo aquilo, não receberei meu diploma do técnico. Mas, quem se importa? Ele foi finalizado – e agradeço MUITO pelo aprendizado e toda a experiência, fora da programação, que ele me trouxe.
Por causa daqueles anos, conheci pessoas que estão na minha vida até hoje, aprendi a me virar em uma cidade desconhecida, vi o que era cansaço e passei a levar minha casa na mochila – e desenvolvi a habilidade de fazer casa em qualquer lugar.
Agora, não acrescentam muito. Mas, naquela época foi de extrema importância, pois, sem aquelas experiências, eu NUNCA teria vindo fazer faculdade e quem dirá começar um estágio?
Tudo é aprendizado. Devemos muito ver o lado bom das coisas.
Por mais que seja difícil. Por mais cansado que esteja.
Ver o lado positivo é um exercício diário – que deve ser trabalhado sempre e com cuidado.
Mesmo eu tendo diversos problemas para pensar assim às vezes, me obrigo a pensar em todas as coisas boas que já aconteceram, e que podem acontecer.
Listo, mentalmente, e isso vai me ajudando.
Vou lidando com a ansiedade ao mesmo tempo que vou aprendendo a ser mais positiva – e a fazer mais do que falar.
E estou indo. Porque a vida é continuar e ir indo – não importa o que esteja acontecendo.