Author: gmlsnk

Estudante de jornalismo e eterna escritora de diários. Amante das palavras, se aventura em seu mundo - mesmo às vezes não conseguindo muito. Gosta de falar sobre tudo um pouco, fala e escreve muito. Sagitariana, não gosta de rótulos e muito menos julgamentos. Com ascendente em gêmeos, é meio imprevisível - até para ela mesma. Gosta de signos e música, e não se importa em dançar na frente de todo mundo. Tem um user em cada rede social e uma conta em todas. Nunca sabe dar nome para as coisas e sempre observa tudo ao redor.

Assistidos em Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 2017

Pode parecer muita coisa, mas não é. No fim de 2017 descobri as séries e me perdi nelas. Mas, assisti uns filmes depois do último Assistidos, que valem a pena serem citados (sem uma ordem específica, mesmo eu tentando muito isso).

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

tumblr_p2h94ta0rh1rajzc2o7_400It – A Coisa, EUA, 2017. Drama/Terror/Thriller. Dir: Andy Muschietti
tumblr_ox29316dwi1sbkyfmo1_1280Jogo Perigoso, EUA, 2017. Terror/Thriller. Dir: Mike Flanagan *
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Cidade de Deus, Brasil, 2002. Drama/Policial. Dir: Fernando Meirelles/Kátia Lund *
tumblr_nxunmsmfo21svd223o1_500Donnie Darko, EUA, 2001. Drama/Ficção Científica/Mistério. Dir: Richard Kelly (II) *
tumblr_opirg9kiut1rgqdw8o2_540Peles, Espanha, 2017. Drama. Dir: Eduardo Casanova (III) *
tumblr_o9e249xzax1ruq3oqo4_1280Frida, Canadá/México/EUA, 2002. Biografia/Drama. Dir: Julie Taymor *
tumblr_ofo3nnlzcb1qm2kyeo1_500O Lobo de Wall Street, EUA, 2014. Biografia/Comédia/Policial. Dir: Martin Scorsese (I) *
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Star Wars: O Último Jedi, EUA, 2017. Ação/Aventura/Fantasia/Ficção Científica. Dir: Rian Johnson
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O Rei do Show, EUA, 2017. Biografia/Drama/Musical. Dir: Michael Gracey

 

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2018

2017 acabou. E foi um alívio e uma loucura, ao mesmo tempo. Aconteceram tantas coisas nesse ano que parece até que eu vivi três anos em um só. Sério. Por mais que eu queira dizer que eu aprendi muitas coisas em 2017, a principal foi: eu ainda não aprendi nem metade do que eu esperava aprender sobre a vida e, principalmente, sobre mim.
Descobri que tem milhares de partes em mim que eu gostaria de mudar. E, eu vi essa frase no twitter e decidi usá-la, “não planejei nenhuma meta para 2018, mas [esses são] meus breves desejos”.
Não planejei metas. Como não o fiz há uns cinco anos. E cada ano sempre me surpreende. Seguindo essa linha, nada de metas este ano, mas, sim, desejos que eu quero conseguir cumprir/realizar e que os leve para vida – caso se concretizem.

  1. Perder menos tempos com coisas não tão importantes (até para mim), como stalkear a vida inteira de uma pessoa ou assistir todos os stories que estão disponíveis para assistir;
  2. Parar de buscar a aprovação de outras pessoas – e somente a minha;
  3. Melhorar como pessoa e aplicar (de verdade) tudo que eu sempre falo;
  4. Aceitar um elogio meu de vez em quando – sem, automaticamente pensar que é prepotência;
  5. Focar nas coisas que eu tenho que fazer e fazê-las logo;
  6. Ler mais livros;
  7. Ter mais tempo para mim;
  8. Ter mais tempo para mais pessoas;
  9. Fazer mais coisas que eu goste e que fazem com que eu me sinta bem;
  10. Aprender a dizer “não” – e não me sentir culpada quando eu faço;
  11. Aprender que tudo bem às vezes não corresponder às expectativas das pessoas;
  12. Falar mais para as pessoas quando estou triste sobre algo relacionado a elas;
  13. Aprender a lidar melhor com as coisas;
  14. Melhorar a maneira como eu vejo as pessoas;
  15. Não me importar com o que pensam sobre mim – quando eu deveria saber a verdade;
  16. Manter minhas convicções firmes na frente de pessoas com as quais não tenho intimidade;
  17. Dizer mais o que penso;
  18. Juntar dinheiro e não gastar tudo o que ganho;
  19. Entender mais as pessoas;
  20. Ler mais livros;
  21. Treinar mais meu inglês;
  22. Aprender alguma coisa por conta própria;
  23. Dormir mais;
  24. Deixar as minhas coisas organizadas (principalmente, finanças);
  25. Melhorar minha reação quando recebo críticas (sempre achei que reagia bem, mas ano passado percebi que as pessoas acham que eu fico brava);
  26. Terminar meu TCC e me formar (essa especificamente para 2018).

Eu realmente acho que esqueci algumas coisas. Descobri ano passado que tinham MUITAS coisas em mim que ainda queria melhorar. São muitas coisas, mas sei que ainda é só o começo. E espero consegui-las mais e mais em 2018 (e em todos os anos).
Espero me descobrir mais como realmente sou e ser mais feliz (comigo e com os outros) neste ano. Feliz 2018 para quem quer que leia.

Filmes: Philomena

Descobri Philomena por acaso. Lá por fevereiro, quando estava fissurada em filmes, comecei a procurar diversos na Netflix e os adicionando na “minha lista” para assistir depois. Philomena foi um deles.
Porém, nos últimos meses, estou assistindo muito mais séries e dei um tempo nos filmes – infelizmente, acho que estou meio esgotada e acabo vegetando e lembro de assistir algum depois de muito tempo.
Mas, foi diferente. Em uma sexta-feira, tinha acabado de comprar um coturno e mesmo estando louca para usar, decidi esperar e fiz a péssima escolha de ir de tênis ao estágio. Desde o dia anterior estava chovendo, mas não muito. Normalmente, vou para o estágio a pé da rodoviária – o que dá uma meia hora, no máximo – e minha mãe me aconselhou a ir de ônibus, caso estivesse chovendo muito. Quando saí da rodoviária, estava uma chuva tranquila e segui com a vida normalmente. No meio do caminho, começou a chover tanto, mas tanto, que desisti de desviar de poças d’água e aceitei meu destino de ficar encharcada. Assim que cheguei ao estágio, decidi que não iria para a faculdade e que voltaria para a casa, tomar um banho e descansar.
Não sei vocês que ficam em casa direto, mas eu que só passo o fim de semana (e olhe lá) em casa, adoro voltar para ela depois do estágio. Dá uma sensação de conforto e paz, principalmente, quando um dia foi tão difícil quanto aquele – já que eu tinha certeza que ficaria gripada, pois passei o dia inteiro com o pé molhado. E, qualquer oportunidade que tenho, eu volto.
Voltei. Tomei um banho e jantei. Minha mãe decidiu ir à missa e como ficaria sozinha em casa durante, no mínimo, uma hora e meia, decidi assistir a um filme. No celular mesmo, o que, para mim, significa Netflix.
Sem inspirações, passei pela minha lista e achei o Philomena. Na capa, apresentava um homem e uma idosa, ambos estavam rindo. Abri, li a sinopse e comecei a assistir.
O filme conta a história da busca de Philomena Lee por seu filho mais velho. A mulher, já idosa, conta para sua filha que quando mais nova teve um filho que foi dado, sem ela saber e contra sua vontade, para a adoção. Depois de 50 anos, após revelar o segredo, sua filha encontra um jornalista, Martin Sixsmith, que acabou de ser demitido e está meio sem rumo, e pede para que ele ajude a mãe a encontrar o filho.

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O jornalista ficou muito relutante no início, mas acaba cedendo após um tempo. Consegue uma parceria com uma editora, que patrocina todas as viagens que devem fazer durante essa busca.
O filme é, então, basicamente, a procura pelo filho de Philomena. A história, baseada em fatos reais, resulta em um livro escrito pelo jornalista, O Filho Perdido de Philomena Lee. (O livro existe mesmo!)
As melhores partes do filme são: 1. A reviravolta que acontece 2. A lições de vida que Philomena passa ao jornalista 3. A amizade e companheirismo que passa a existir entre os dois.

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O filme apresenta assuntos BEM pesados de uma maneira leve e simples. Quando deve-se sentir dor, sente-se dor. Quando é para rir, ri-se.
É muito bom e recomendo principalmente por enxergar na Philomena a minha mãe daqui a uns anos.
Ah! Boa parte dele se passa na Europa, então, os cenários são maravilhosos. E assistam prontos para vários choques e dores no coração.
(Este post estava aqui vagando há tempo e nunca achava que estava completo. Agora vi que não precisava de mais nada).

Assistidos em julho e agosto de 2017

(Perdi-me novamente nos assistidos e decidi juntar tudo. Porém, novamente, este post é uma vergonha, pois, em dois meses assisti três filmes inteiros – e dormi no resto. Desculpem por isso) (Como são filmes “cults” – obrigada, Gabriel, por me fazer assisti-los de uma vez por todas -, decidi que seria legal trazê-los em gifs, não só imagens)

tumblr_oujjnvsZbj1sr5vsyo4_r1_540Pulp Fiction, EUA, 1994. Drama/Policial/Thriller. Dir: Quentin Tarantino * **
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Clube da Luta, Alemanha/EUA, 1999. Drama. Dir: David Fincher * **
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Bastardos Inglórios, Alemanha/EUA, 2009. Aventura/Drama/Guerra. Dir: Quentin Tarantino * **

 

 

Filmes: Olhos Grandes

Eu queria assistir esse filme há muito tempo e por várias razões. Primeira: A Lana Del Rey gravou uma música para a trilha sonora dele. Segunda: Ele é dirigido pelo Tim Burton (shame on me por amar os filmes dele). Porém, ao mesmo tempo sempre relutava em assisti-lo (e para isso, não existem razões concretas).
Esses dias, abrindo a Netflix, descobri que ele havia sido adicionado à lista. Li a sinopse, fiquei apaixonada, mais uma vez, e assisti. E, nossa, que filme maravilhoso.

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O filme conta a história real dos Keane. No fim dos anos 50 e início dos 60, Walter Keane tornou-se mundialmente conhecido com seus quadros de crianças, em maioria, com olhos grandes. Porém, quem os pintava era sua esposa, Margaret Keane, em segredo. Depois de anos de Walter levando o crédito, Margaret conta a verdade para o mundo, o que choca o mundo da arte.

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Muito mais do que só retratar a farsa de Walter, o filme retrata fortemente o machismo da época, principalmente no ramo artístico e no lar. Machismo esse que, por mais que pareça que não existe mais, ele ainda está por aí, assombrando a vida de milhares de mulheres.
Por mais que o crédito sendo tomado por ele tenha sido algo que aconteceu sem querer (pela primeira vez), o filme vai mostrando como a obsessão por dinheiro – ao invés da paixão pela arte – vai transformando uma pessoa. E como um segredo pode fazer mal a alguém.

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Dirigido pelo Tim Burton, a tabela de cores apresenta-se um pouco mais alegre do que a maioria de seus filmes, mas trazem algo que só ele consegue trazer. Apresentando a fissura de Walter pelo dinheiro e a dor e pressão que Margaret sofria de pintar diversos quadros em segredo.
O filme, para mim, mostrou-se incrível principalmente por apresentar todas essas questões e por você mesmo conseguir sentir a angústia de Margaret e como aquilo a consumia por dentro. E traz à tona, toda a questão de como mulheres ficam presas em relacionamentos abusivos, sem ao menos perceber, e quando (amém!) percebem e conseguem se libertar do mesmo.
Ah! Ele também mistura algumas partes com fantasia, para dar mais realismo ao sentimento da cena. Porém, como qualquer filme baseado em história real, fico com um pé meio atrás se os fatos realmente aconteceram daquela maneira (mas, a foto da atriz, Amy Adams, com a Margaret Keane no final, me convenceu que a maioria dos acontecimentos apresentados aconteceram mesmo).
É um filme forte e ao mesmo tempo leve. Eu realmente não esperar gostar tanto filme quanto eu gostei. E recomendar tanto assim.
Acredito que é isso. Não posto há um tempo e, talvez, tenha perdido a prática. Mas, por favor, assistam esse filme.

Assistidos em Maio e Junho de 2017

(Eu meio que me perdi nos assistidos e assisti pouca coisa, então decidi juntar tudo)

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

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Philomena, EUA/França/UK/Irlanda, 2013. Drama. Dir: Stephen Frears * **
tumblr_oq89fupyY91v4a8wfo1_500A Cabana, EUA, 2017. Drama. Dir: Stuart Hazeldine
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Z: A Cidade Perdida, EUA, 2016. Ação/Aventura/Biografia. Dir: James Gray
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O Mágico de Oz, EUA, 1939. Aventura/Família/Fantasia/Musical. Dir: George Cukor/Mervyn LeRoy/Norman Taurog/Victor Fleming
tumblr_oqkomnCA1z1vz89hmo2_1280Mommy, Canadá, 2014. Drama. Dir: Xavier Dolan * **
tumblr_ok76q9bOjx1u5aj29o10_500Hurricane Bianca, EUA, 2016. Comédia. Dir: Matt Kugelman *
tumblr_nn977wSAyi1rchc4bo1_500O Garoto da Casa ao Lado, EUA, 2015. Thriller. Dir: Rob Cohen *
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Olhos Grandes, EUA, 2014. Biografia/Drama. Dir: Tim Burton *
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Relatos Selvagens, Argentina/Espanha, 2014. Comédia/Drama/Thriller. Dir; Damián Szifron

Cafés, chás e tentativas

Sempre gritei, com orgulho, que não gostava de café. Que não me renderia aos prazeres e tentações da cafeína – de deixar seu corpo e parte do seu cérebro funcionando enquanto a maior parte de você está adormecida.
Rio do meu pensamento anterior enquanto olho para o pequeno copo de plástico cheio de café na tentativa falha de manter-me acordada.
“É o antialérgico que tomei hoje”, tento redimir-me comigo mesma. Porém, não há mais volta. Rendi-me a esses prazeres que tanto me assombraram por anos. E mesmo assim, ainda tento criar desculpas e argumentos do porquê isso é necessário. (Quando, na verdade, eu só o quero tomar mesmo).

2c17bc5300c58f99ea4123e9cda05bcdIlustração: Henn Kim

Lembro-me do processo lento e progressivo que tive até, efetivamente, assumir que tomo café (com leite com achocolatado, de preferência, por favor).
Primeiro, o chocolate da máquina do estágio com umas três gotas do café feito toda manhã. Depois, o cappuccino da máquina com mais gotas que anterior do café que está no bule.
Recordo-me de como foi descobrir a delícia que era comer Bel Vita ou um pão de queijo acompanhado de café. E de surpreender-me ao notar que essa rotina poderia ser uma ao qual eu tinha a possibilidade de me acostumar. E até gostar.
Aprendi os truques. Tomar antes que esfrie (fica pior ainda). Misturar com um sachê de açúcar. Controlar a cara feia.
A bebida, quente, ainda desce amarga pela minha garganta. Ainda cai como chumbo em meu estômago. Entretanto, me dá a falsa noção de estar desperta. E agarro-me a ela, agora, quando meus olhos piscam e a cabeça tomba, pesada.
Acostumei-me. Agora, quando me oferecem um café, analiso bem. Ao invés do “não” automático, seria tão ruim assim? Talvez seja necessário, penso. E, assim, ocasionalmente, aceito. Permitindo, também, olhar de outra maneira para a bebida que eu mais odiava no mundo e conceder a liberdade que ela entre, gradualmente, em minha vida.
Demorou cerca de quatro anos. Mas, cá estou. Rindo de nervoso para o próximo copinho com café que irei tomar.
Planejo-me, penso e espero ir em uma cafeteria. Pedir uma xícara de café e sentar tranquilamente, lendo um livro – algo que sempre admirei, mas nunca consegui.
E por mais que tenha tido esse progresso com o café, algo que ainda me prende nesse mundo de “bebidas que não suporto” é o chá.
Experimentei. Duas, três, quatro vezes. Não me desce. Tentei, mudei minha opinião, passei a admirar e “achar chique” quem consegue esquentar uma água, colocar o sache e ficar tranquila com a bebida.
Tentei de novo. Nada. Não sinto gosto, não acostumo, não vejo vantagem nenhuma. Achei melhor deixar para lá e dar chance para experimentar outras coisas. Mais legais, mais calmas, que me trarão algo, ou até mesmo nada.
Aceitei que sempre que alguém me oferecer chá, terei de dizer “não, obrigada” e até, se necessário, liberar o “não gosto, obrigada”.

a9c0791dbc97e5418cf6548f59b39947Ilustração: Henn Kim

Há coisas na vida que devemos nos permitir gostar e outras que devemos nos proporcionar evitar. Aprendi a gostar de café e compreendi que não gosto, realmente, de chá. Como também revivi esse processo e firmei esses entendimentos com diversas outras coisas – e diversas pessoas por aí.
Tem pessoas, manias, coisas e experiências que gosto, acostumei, e quero ao meu lado, em minha vida, inserida na minha rotina. E outras que evito e deixo ir – e serem os gostos de outras pessoas.
Esses são processos naturais que ocorrem quando necessário. Notamos todas essas ideias e gostos quando estamos prontos – sem nos apressar e nos atrasar em momento algum. E o mais importante: descobrimos quando, como e até onde insistir em um gosto, algo ou alguém.
Com o chá, a tentativa não durou dois meses e terminou em malogro. Com o café, a tentativa levou anos e obteve sucesso.
Tudo tem seu tempo. Tudo tem seu gosto. Aprendi os meus e continuo-os aprendendo. O esforço é eterno – e nunca deve ser esquecido (tanto quando há triunfo ou quando resulta em ruína). Devemos aceitar e apreciar a tentativa. E sempre, sempre, sempre, devemos tentar.