Filmes

Assistidos em Abril de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

tumblr_n78f3wdYEy1taqu5jo1_500Scialla, Itália, 2011. Comédia. Dir: Francesco Bruni
tumblr_o7fxsuUVjv1qaujy5o1_500
Loucas de Alegria (La Pazza Gioia), Itália, 2016. Comédia. Dir: Paolo Virzì **
tumblr_on2d4gUFH01ubc3b0o1_500Moonlight: Sob a Luz do Luar, EUA, 2016. Drama. Dir: Barry Jenkins **
tumblr_oobg2h2axK1vz197eo6_500O Grande Hotel Budapeste, EUA, 2014. Aventura/Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **
tumblr_mrp04kwCqS1qjsex7o1_1280Flores Raras (Reaching for the Moon), Brasil, 2013. Biografia/Drama/Romance. Dir: Bruno Barreto **
tumblr_omggjhkzez1rreqavo1_500Nerve: Um Jogo Sem Regras, EUA, 2016. Mistério/Policial/Thriller. Dir: Ariel Schulman/Henry Joost * **
tumblr_ootpjren5j1s2mokto2_1280La La Land: Cantando Estações, EUA/Hong Kong, 2016. Comédia/Drama/Musical/Romance. Dir: Damien Chazelle **
tumblr_npdey2HQHn1s2mokto1_500Os Excêntricos Tenenbaums, EUA, 2001. Comédia/Drama. Dir: Wes Anderson **

Filmes: God Help The Girl (2014)

Há anos, este filme se enquadra em um dos meus filmes favoritos, porém, em silêncio. SEMPRE que comento alguém, ninguém sabe do que é ou do que se trata (com exceção do Douglas e da Valéria, que quando comentei falaram “AH! JÁ VI! É BOM!”.
Então, pensando nisso – e estando cansada de sofrer em silêncio, venho, humildemente, tentar fazer uma resenha.
Por que tentar? Porque faz algum tempo que vi o filme. Mas, eu provavelmente, já o vi, no mínimo, dez vezes – o que faz com que meu conhecimento sobre ele seja bem amplo.

tumblr_oieczcBUcN1ugk7jmo2_500
Descobri o filme no ano em que foi lançado, 2014. Em uma andança sem rumo no Popcorn Time, apareceu como um dos mais populares (que, para caso alguém não saiba, é a página inicial do software). Por ter estampado o rosto da Emily Browning, uma atriz que gosto muito, decidi assistir. Passei metade da madrugada inteira esperando carregar (a internet da minha casa não é nem um pouco aquelas coisas) e a outra metade assistindo e procurando a trilha sonora depois que o filme acabou.
Foi caso de amor à primeira vista. Logo de cara, da primeira cena e da primeira música, boom, amor.

tumblr_odf7jhXrxi1u0b19zo7_540
O filme narrará a história de Eve. Uma menina que tem diversos distúrbios alimentares e está internada em uma clínica por conta deles. Lá, seu único refúgio é ouvir um programa de rádio que lança alguns artistas novos no ramo musical da Escócia. Ela escreve algumas músicas e tem uma fita gravada com a principal, “God Help the Girl”, e cria uma necessidade em entregá-la aos radialistas. Assim, ela foge da clínica, encontra James, que além de ajudá-la a achar um lugar para morar, ainda a apresenta para a Cass, estudante de música do James, e juntos, decidem formar uma banda.
Nisso, começa todo um processo para decidir mais sobre a banda, chamar mais músicos para tocarem e o primeiro show deles. Sem contar os ensaios e a busca incensante de Eve para entregar sua fita ao programa de rádio.

tumblr_nkahknilYU1qikicko6_500

E, tá, ok. Não parece nada demais, mas, vamos pensar um pouco mais a fundo e analisar, um pouco, questões técnicas (depois que você passa a analisar e gostar mais disso, é um caminho sem volta).
Para começar, o filme é um musical que só toca músicas de um projeto paralelo do Stuart Murdoch, um dos integrantes da banda “Belle & Sebastian”. Foi ele que iniciou a banda “God Help The Girl” e escreveu, dirigiu e, consequentemente, produziu a trilha sonora do filme.
Além disso, o elenco principal é composto por  Emily Browning (que interpretou a Violet no filme “Desventuras em Série”), Olly Alexander, vocalista maravilhoso do Years and Years (quem curte MUITO indie mais pop, provavelmente, conhece), e Hannah Murray que atuou como Cassie, em Skins. E todos eles regravaram em suas vozes as músicas da banda (o que fez com que ficasse mais incrível e verdadeiro).

tumblr_nt8vkjaRni1t01l5po1_500

Passando de curiosidades e pensando em coisas um pouco mais técnicas, o filme traz toda aquela fotografia de filmes indie que não tem como odiar. Os cenários, figurinos e atores remetem a esses filmes pseudo-cult que trazem aquela sensação de nostalgia de algo nunca antes vivido.
As cenas de música contam com coreografias lindas (vemos alguns exemplos acima), principalmente a de “Musician, Please Take Heed”) e não são nem um pouco clichês e aleatórias – fazem sentindo tanto com a história quanto com o momento que está acontecendo.
Sem falar nas músicas que entraram permanentemente nas minhas músicas de lá nunca mais sairão. Sério. Elas são tão perfeitas que não tem nem o que falar.
E, mesmo analisando tudo isso, sinto que esses é um daqueles filmes que ou você ama ou você odeia. Eu o escolhi amar e viver a trilha sonora todo dia da minha vida (juro que sempre que toca uma música deles no modo aleatório um sorriso surge, automaticamente, no meu rosto).
Por favor, assistam e debatem comigo (sério).
Infelizmente, como tudo que realmente amamos não está na Netflix (ela se confirmou do gênero feminino esses dias), o filme não está disponível no serviço de streaming, mas popcorn time está aí para isso amigos.
E para quem quiser ouvir o álbum maravilhoso deles, segue:

(Fazia muito tempo que não fazia isso, que farei agora, mas o farei porque achei um gif ideal).
E é isso. Espero que esteja compreensível, mas POR FAVOR, ASSISTAM.
Até a próxima!

tumblr_odf7jhXrxi1u0b19zo2_500

Assistidos em março de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

 never-let-me-go
Never Let Me Go, EUA/UK/Irlanda, 2010. Drama/Ficção Científica/Romance. Dir: Mark Romanek **
tumblr_o8epnnqko71r22pyvo4_500
Clube do Cinco/The Breakfast Club, EUA, 1985. Comédia/Drama. Dir: John Hughes * **
tumblr_nh2vnsyCOy1qikicko1_500
Loucamente Apaixonados, EUA, 2011. Drama/Romance. Dir: Drake Doremus *

Quase não assisti filmes esse mês porque fiquei viciada em assistir vídeos de estudantes de cinema (explico mais sobre isso mais para a frente). Perdão pela vergonha que é este post

Assistidos em fevereiro de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

precisamos-conversar-sobre-kevin
Precisamos falar sobre o Kevin, EUA/UK/Irlanda, 2011. Drama/Thriller. Dir: Lynne Ramsay * ** ***
kings-speech
O Discurso do Rei, Inglaterra/Irlanda, 2010. Biografia/Drama/História. Dir: Tom Hooper * ** ***
master-colegas_1080p23_21-06-7
Colegas, Brasil, 2013. Aventura/Comédia. Dir: Marcelo Galvão * ***
tumblr_m8y2cyhica1rrlxgfo7_1280
Norah e Nick – Uma história de amor e música, EUA, 2008. Comédia/Drama/Música. Dir: Peter Sollett * **
tumblr_og5mz09w601uenfdso1_500
The Rocky Horror Picture Show, EUA/UK/Irlanda, 1975. Comédia/Musical. Dir: Jim Sharman * ** ***
tumblr_o9axbmucee1s51tmuo6_1280
The Fundamentals of Caring, EUA, 2016. Comédia/Drama. Dir: Rob Burnett * ** ***
tumblr_n3l06dxgek1ruze1fo1_500Ginger e Rosa, UK, 2012. Drama. Dir: Sally Potter * **
tumblr_mok7f7ryca1r1zecuo6_500
Para Roma, com amor, Espanha/EUA/Itália, 2012. Comédia/Drama/Romance. Dir: Woody Allen *
tumblr_nxgczixpqy1tkaqeeo8_500
O Fantástico Sr. Raposo, EUA, 2009. Animação/Aventura/Comédia. Dir: Wes Anderson * ** ***
tumblr_ol8fpid8q11v6wltbo1_500
O Artista, Bélgica/EUA/França, 2011. Comédia/Drama/Romance. Dir: Michel Hazanavicius * **
tumblr_oe82msjypx1tqd1j9o9_500
Persépolis, EUA/França, 2007. Animação/Biografia/Drama/Guerra. Dir: Marjane Satrapi/Vincent Paronnaud ** ***
tumblr_oc5dydowmg1vboh3oo5_500
Spotlight – Segredos Revelados, EUA, 2015. Biografia/Drama/História. Dir: Tom McCarthy (IV) ** ***
elena_de_petra_costa
Elena, Brasil, 2012. Biografia/Documentário/Drama. Dir: Petra Costa *** (tem uma pseudo resenha aqui)
tumblr_nucm70ksns1rure68o2_500
As Sufragistas, UK/Irlanda, 2015. Biografia/Drama/História. Dir: Sarah Gavron ** ***
tumblr_oegdk53dm41tm1klho3_540
Kimi no Na wa./Your name, Japão, 2016. Animação/Drama/Romance. Dir: Makoto Shinkai **
tumblr_nlsbsnmkbu1txwnz8o1_1280
O Menino e o Mundo, Brasil, 2013. Animação. Dir: Alê Abreu ** ***
tumblr_ogn0v2sh9f1s2mokto1_500
O Show de Truman – O Show da Vida, EUA, 1998. Drama/Ficção Científica. Dir: Peter Weir * ** ***
tumblr_nw4dm1shae1sy6m2qo2_500
Comet, EUA, 2014. Comédia/Drama/Romance. Dir: Sam Esmail ** ***
tumblr_mlhiitdkeu1qf252qo1_500
A Origem da Vida, EUA, 2012. Comédia. Dir: Dennis Lee * ***
tumblr_okrt1hljah1ubzaqmo2_1280
The Edge of Seventeen, EUA, 2016. Comédia/Drama. Dir: Kelly Fremon Craig **

Filmes: Elena (2012)

Juro que evitei ao máximo não falar sobre esse filme – até porque quem convive comigo já deve estar cansado de ouvir-me falar sobre ele. Mas, não tem como. Qualquer momento do dia, ele volta à minha mente e consigo sentir, com cada fibra do meu ser, as palavras e ensinamentos deste filme.
Descobri o filme através do vlog Desafio 10 filmes em 20 dias, da Bárbara Matsuda, do canal Letras de Batom. No vídeo, como o próprio nome diz, Bárbara relata os 20 dias que participou de um desafio no qual deveria assistir 10 filmes nesse tempo. Em certo momento, ela fala que assistiu Elena, no youtube, e fiquei querendo muito ver.
Assim, alguns dias depois de assistir esse vídeo, decidi assisti-lo principalmente pela facilidade de encontrá-lo.

tumblr_mudgnigq6r1qhkwymo1_500

Ao contrário do que se parece, durante o filme inteiro, Elena é um documentário, que contará de maneira pura e completa a vida de Elena Andrade, irmã da diretora, Petra Costa. Ao mesmo tempo que a vida dela é narrada, conta-se também a trajetória da Petra, que vai para Nova Iorque seguindo os passos da irmã na intenção de encontrá-la.
O filme mescla com cenas da busca de Petra em Nova Iorque, com vídeos caseiros e antigos gravados pela família, com pedaços de entrevistas feitos com as pessoas que conheceram Elena – e principalmente, da mãe delas. Essa mistura traz aquele sentimento de nostalgia de algo não vivido antes que nos acalma e nos traz memórias nossas – mesmo não tendo passado por aquela situação.
Uma coisa que me incomodou, relativamente um pouco no começo, foi a narração da Petra – mas, pelo simples fato de não estar acostumada com narrações assim. Obrigada aos céus, tenho essa mania (chata) de levar as coisas até o fim, principalmente, livros e filmes, e terminei de assistir esse.
E nossa.
Já disse que ele não sai da minha cabeça?
tumblr_mt8sy3duxr1siy8o9o1_500
A narração da Petra é o que muda tudo. Foi o que o tornou especial para mim. Porque ela transforma um documentário na mais linda e completa poesia.
Ela falou, simplesmente, tudo aquilo que está entalado na minha garganta há 12 anos e que nunca consegui entender, muito menos expressar.
É chocante. É lindo. É tão maravilhoso que faltam-me adjetivos. Sério.

Eu me vejo tanto nas suas palavras que começo a me perder em você.

Eu gostaria, realmente, de apontar meus pontos favoritos do filme e como ele me afetou de uma maneira incrível. Porém, tudo isso incluiria um spoiler e talvez isso faça com que ele perca a magia – até porque passei boa parte do filme pensando se o que aconteceu tinha realmente acontecido. (Para terem uma ideia, contei sobre o documentário para um amigo e citei o temido spoiler, já que eu sabia que ele não veria, e não consegui explicar nada sem chorar um rio).
Novamente: é maravilhoso, por favor, assistam.
Fala sobre amor, sonhos, amor de irmãs e a perda de diversas coisas da vida.
tumblr_ndxds5kgzm1svidbdo1_500
Sem contar que a trilha sonora é PERFEITA e combina tanto com o filme que estou chocada até agora (tão chocada que criei uma playlist com a trilha sonora no meu Spotify – que segue abaixo)
E a fotografia é tão incrivelmente precisa e pensada para passar exatamente aquilo que o documentário deseja. Poesia. Sentimentos. Amor. Medo.
Sem contar que no final do filme, há obviamente uma cena filmada – com roteiro etc – que foge totalmente da ideia passada de documentário, que só conta com entrevistas e falas etc, e que dá um toque (se é que é possível) mais especial ainda.
(Se alguém ver e quiser debater, prometo que me proponho de muito bom grado, e até agradeço de joelhos).
Como já citado anteriormente, ele está disponível no youtube e aqui segue o link maroto: FILME ELENA, ASSISTAM PELO AMOR DE TODA ENTIDADE RELIGIOSA SAGRADA NO MUNDO.
(Ah! Petra Costa também dirigiu o filme Olmo e a Gaivota, que teve um vídeo com vários autores falando sobre a gravidez de forma pró-aborto que causou um super burburinhinho há algum tempo atrás.)
É isso. Se ficou muito confuso, peço minhas mais sinceras desculpas. Esse filme mexeu tanto comigo que não consigo expressá-lo.
ATUALIZAÇÃO:
Descobri como colocar o frame do spotify para que você possam aproveitar, na hora, para ouvir as músicas, então, segue a playlist da trilha sonora de Elena:

Assistidos em janeiro de 2017

Super inspirada pela Sophia (blog/canal Esquisitices de Sophie), decidi fazer um post sobre os últimos filmes vistos. Como não sou a maior cinéfila de todos os tempos (mas, estamos nos encaminhamos para isso), decidi que isso será feito por mês. E diferentemente de qualquer coisa que eu já fiz, será realmente só o nome do filme, sem mais – no máximo, uma dica de onde encontrá-lo. (Pois, eu quero seguir bem o estilo do post da Sophia. E como sou eu, quase certeza que em alguns filmes, eu não conseguirei me segurar e falarei um pouco sobre).
Para começar, vamos fazer de janeiro de 2017 (ia fazer só de fevereiro, mas achei muito injusto com janeiro, sem contar que estou montando isso no começo de fevereiro, então, não há razão para excluí-lo).

* netflix // ** popcorn time

600px-zodiac-1911a
Zodíaco, EUA, 2007. Policial/Thriller. Dir: David Fincher * **
aprendiz-de-sonhador02
Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador, EUA, 1994. Drama/Romance. Dir: Lasse Hallström * **
tumblr_o6x0owdt3y1r914peo1_500
She’s beautiful when she’s angry, EUA, 2014. Documentário/História. Dir: Mary Dore *
we_are_legion_1
We Are Legion: The Story of the Hacktivists, EUA, 2012. Documentário. Dir: Brian Knappenberger * **
frame
Como eu era antes de você, EUA/UK/Irlanda, 2016. Drama/Romance. Dir: Thea Sharrock **
8irb7w9myjaxk8jlvo35htjka
O que fazer? EUA, 2014. Comédia/Drama. Dir: Phil Alden Robinson **
37
Winter in Wartime, Bélgica, 2008. Aventura/Drama/Guerra. Dir: Martinus Wouter Koolhoven *

Filmes: Romeu + Julieta

1996, EUA. Drama/Romance. 2h10min. Dir: Baz Luhrmann
Processed with VSCO with n3 preset

Como qualquer outra pessoa neste planeta – com um mínimo de conhecimento em histórias literárias conhecidas -, sei de cor e salteado a dramática história de Romeu e Julieta, um jovem casal, herdeiros de famílias rivais, que vivem um grande e forte amor – que termina em uma tragédia imensa.
(Gostaria de não contar esse spoiler, porém, acredito que já seja de conhecimento de todos e não faria diferença contá-lo ou não).
Eu, como um grande fã de romances, sou apaixonada por essa história. Ainda mais por acabar e enterrar toda a definição e ideia de “felizes para sempre” que todos os romances trazem. Ambos morreram, cada um sem o amor de sua vida – e tudo isso, por infortuno de conversas e decisões equivocas, particularmente, uma das coisas mais presentes no amor.
O amor é lindo, de um jeito trágico. E William Shakespeare – quem escreveu a peça que conta essa história – demonstra e relata isso de um jeito extraordinário.
Mesmo assim, li somente um livro de Shakespeare – Hamlet, para escrever o roteiro de um teatro no ensino médio. E aprendi que, mesmo conhecendo todos os detalhes de uma história, você nunca sabe até realmente lê-la. Prometi a mim mesma que leria Romeu e Julieta, porém, enquanto não tenho a chance, entrego-me às inúmeros versões existentes da história.
Contarei, em particular, sobre a versão de 1996, que conta com Leonardo DiCaprio (<3) e Claire Danes, como o casal principal.
Esse é um daqueles filmes que você assiste quando é criança e coloca em sua cabeça que o amou mesmo sem ter entendido nada – fiz isso com milhões de filmes. Quando fica mais velha e os reassiste, a paixão existente se reafirma de maneira muito mais convicta – já que agora, compreende-se, profundamente, o que se passa no filme (isso aconteceu de maneira incrível com A Vida É Bela, mas, volto a falar nisso depois).tumblr_oejzbejthw1v834ifo1_500Como se é de praxe, o filme conta a história do romance e da grande tragédia que ocorre na vida das famílias rivais – Montéquio e Capuleto. Na peça de Shakespeare, ela é narrada na cidade de Verona, na Itália, em uma época que famílias inteiras defendiam ideais que nem ao mesmo entendiam porquê existia. Isso se dá forma na guerra existente nas famílias – e no ódio profundo que uns têm pelo sobrenomes dos outros.
Romeu Montéquio, em uma noite andando pela cidade, é convidado pelo seu melhor amigo, Mercúcio, a invadir uma festa que estava sendo feita na casa dos Capuleto. Como era um baile de máscaras, seria fácil passar despercebidos e ele e seus primos aceitam o convite. Lá, ele encontra e apaixona-se por Julieta, a herdeira definitiva dos Capuleto. A menina também se apaixona por ele e inicia-se aí, um romance proibido.tumblr_o7aphka6ry1u7bkx7o3_500Porém, o primo de Julieta, Tebaldo, que reconhece os Montéquios na festa, planeja vingança e em uma encruzilhada contra Romeu acaba sendo morto.
Enquanto o Montéquio é exilado da cidade por conta de seu crime, o pai de Julieta pretende casá-la com Páris, um menino rico que auxiliaria nos contatos da família.
O Padre, uma das únicas pessoas a saber do romance dos jovens, elabora um plano para que eles fiquem juntos – com Julieta fingindo sua própria morte na manhã de seu casamento com Páris, e Romeu voltando escondido do exílio para levá-la para viverem em outra cidade.
A partir daí, todos sabem a história de como a carta do Padre chega depois que um primo de Romeu lhe conta que Julieta está morta – sem saber do plano. Quando o Romeu volta, e vê sua amada morta, bebe um veneno e descansa ao seu lado. Poucos segundos depois, ela acorda e decide também se matar por não poder viver em um mundo sem Romeu.
(Fiz mais um resumo do que uma resenha, mas realmente acredito que a história não seja segredo para ninguém)tumblr_nmg18imegf1qgywzmo1_500O filme conta exatamente a história do livro, só que a adaptando para a realidade de 1996 – e a enquadrando em uma praia chamada Verona. Assim, as famílias são como gangues e donas de grandes empresas – que provocam-se e realizam alguns “duelos” sempre que se encontram. A genialidade do diretor, que também ajudou a escrever o roteiro, foi manter todos os diálogos da forma original, ou seja, como haviam sido escrito por Shakespeare. O que conta de maneira emocionante e engraçada a história, fazendo com que homens gritem palavras cultas enquanto atiram com armas de fogo uns contra os outros, usando dentes de prata e camisas havaianas.
(E isso me lembrou imensamente as adequações que eu tinha que fazer em roteiros para os teatros na escola – e como isso é complicado e como eles o fizeram de maneira esplêndida)
Sem contar que a explicação dada no início, que seria o trabalho do narrador da peça, é apresenta como um trailer, logo após ter sido feita em forma de uma matéria jornalística. Assim, apresentam a história e os nomes dos personagens, seguidos de quem são.
Depois de anos, quando descobri que esse filme sairia do catálogo da Netflix (que, infelizmente, já aconteceu), assisti-o novamente e confirmei que, realmente, amo esse filme.
A fotografia é bem confusa em alguns momentos e extremamente precisa em outros, na verdade, na maioria. As locações usadas em todo o filme e o modo como mostram as tradições e as rivalidades da família são ótimos, mesmo podendo terem sido mais aprofundados.
E também sou a trouxa de ligar coisas banais a eventos especiais. Então, esse filme tem um espaço ainda maior no meu coração por ter sido lançado no ano do nascimento da minha irmã – e um ano antes do meu próprio nascimento.
Espero que assistam e amem essa versão tanto quanto eu (e, ah, o começo é meio confuso e repetitivo, mas é maravilhoso, prometo!)
(Infelizmente, estourou um cano e não consegui colocar os créditos – mas, os links dos posts dos quais peguei as imagens estão nelas, então, é só clicar!)
Até a próxima!
Giulia