Música

Músicas para acalmar o coração

Há algum tempo atrás, depois de várias noites passadas em claro por conta da ansiedade, decidi criar uma playlist com músicas que acalmassem meu coração e que, naquele momento de paz, permitissem que eu dormisse. Lembrando dela, decidi trazer para cá algumas músicas favoritas daquela seleção e que me fazem feliz e me ajudam a ficar tranquila quando estou uma pilha de nervos. (E são músicas que acredito que todos precisam ouvir ao menos uma vez na vida).

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Música: Beirut

Como eu sou eu, vim falar de música. (E obrigada Letícia por me mostrar como colocar vídeos nos posts <3)
Na verdade, a inspiração para esse post veio de um outro que achei em um dos blogs perdidos – famigerados e citados milhares de vezes no post de apresentação.
Nele, eu falava sobre a banda Beirut. Uma banda que não é uma banda, é uma orquestra.beirut3_kristiannasmithA orquestra formada e comandada por Zach Condon inicou-se em 2006. Com diversas pegadas indie folk, eles apresentam diversos instrumentos inusitados para a música atual, como a tumba e o uquelele.
Segundo minha própria descrição no post antigo, “a música deles é bem calma, daquele tipo que te deixa alegre na hora em que você começa a ouvir”.
Eu os descobri há muito tempo atrás, pela minissérie “Capitu”, baseada no livro “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, exibida na rede Globo em 2008. A produção cinematográfica era inteiramente embalada pela música “Elephant Gun”, do Beirut.
Depois de anos, descobri a música e o livro que inspiraram a minissérie e me deixaram apaixonada pela história na época em que foi transmitida. E então, passei a procurar mais sobre o livro – o qual se tornou o meu favorito nacional – e sobre a orquestra – a qual fez com que milhares de músicas novas fossem adicionadas às minhas playlist da época (afinal, umas músicas em algum CD ou mp3 perdido por aí, podem ser consideradas partes de uma playlist, certo?).
Desde então, foi só amor pela banda e as descobertas de diversas músicas maravilhosas. Por ser o primeiro post de indicação de bandas, me empolgarei menos e irei apresentar somente quatro músicas (uma para cada álbum deles).


Foi lançada pela primeira vez no álbum The Gulag Orkestar, em 2006, depois no EP, intitulado “The Lon Gisland”, em 2006, e por fim, no EP “Elephant Gun”, em 2007. É a música que me fez ficar apaixonada por eles e nunca mais deixar de amá-los. Ela me traz uma calma instantânea e me faz lembrar de muitas coisas daquela época de playlists no mp3. Juro que gostaria de descrevê-la de maneira melhor, mas não consigo.


Pertencendo ao segundo álbum de estúdio da orquestra, “The Flying Club Cup”, lançado em 2007, Nantes também me traz uma calma imensurável. É a minha favorita do Beirut e por uns meses foi meu user no twitter. Amo tudo nessa música e sem dúvida é uma das favoritas da vida.


Minha música favorita do terceiro álbum deles, “The Rip Tide”, lançado em 2011.


Do último álbum deles, “No No No”, lançado em 2015. Foi a que mais me conquistou desse álbum e sempre danço (aleatoriamente) quando a escuto.

Tag: A música que

Tenho falado muito sobre filmes aqui (eu sei) e percebi que nunca havia falado sobre músicas – um dos motivos é o wordpress me impossibilitar de adicionar vídeos do youtube aqui e isso me desmotivar, mas prometo que acho um jeito de lidar com isso.
Enfim, desde que respondi a tag do dear, até gostei do negócio de responder tags e pensei em fazer de novo. Desta vez, sobre música. E que melhor jeito de conhecer alguém do que por suas músicas? (Mesmo não podemos julgar as pessoas pelo gosto musical, é possível conhecer, e muito, a pessoa através disso). Então, resolvi trazer isso aqui e vamos ver no que dará.

1. A música que me faz rir
As Novinhas Tão Sensacional, do Pedro Paulo & Alex. Isso me lembra de um dia que minha irmã me fez dançar essa música e gravou tudo no modo acelerado do snapchat.
2. A música que me motiva
É uma resposta bem difícil, mas talvez seja Famous Last Words, do My Chemical Romance. Sempre que ouço fico em uma empolgação enorme e me motiva em tudo.
3. A música que me lembra alguém que eu amo
Águas de Março, da Elis Regina. Lembra-me minha mãe que é apaixonada por ela.
4. A música que eu gostaria de ter escrito
Who Wants to Live Forever, do Queen. Brian May, te amarei eternamente por ter escrito essa maravilha e ter permitido que nós a amassemos.
5. A música que me lembra a infância
Era Uma Vez, Sandy & Júnior. Era apaixonada por eles e essa era a primeira faixa do CD de sucessos deles que eu tinha.
6. A música que da qual eu gosto da letra
Sweetie Little Jean, do Cage The Elephant. É uma música que comecei a ouvir esses tempos e deixou-me viciada porque tudo combina nela – e a letra é tão maravilhosa que nem sei.
7. A música que do qual eu gosto de acordar
Ultimamente, não gosto de acordar. Porém, uma vez, enquanto eu acordava de um cochilo no fretado voltando para a casa, tocava We Come Running, do Youngblood Hawke, e logo depois Tear In My Heart, do Twenty One Pilots, e instantaneamente, apareceu um sorriso no meu rosto.
8. A música que me lembra minha adolescência
When You Look Me In The Eyes, dos Jonas Brothers. Quando minha escola teve rádio – durante uns dois meses -, tocava essa música direto e todas as meninas se amontoavam em volta da caixa de som e cantavam junto, era lindo.
9. A música que me lembra minha melhor amiga
Eu tenho MUITAS músicas porque tenho mais que uma melhor amiga. Mas, as principais músicas são: Tear In My Heart, do TOP; Blá Blá Blá, Anitta; Eu Sou a Maré Viva, Fresno.
10. A música que me faz chorar
Nossa, todas as minhas favoritas. As principais são Who Wants to Live Forever, do Queen, e Northern Downpour, do Panic! At The Disco.
11. A música que eu adoro cantar
Todas que eu sei cantar. Porém, AMO cantar Niggas in Paris, do Kanye West e Jay Z, porque, poxa, é rap e eu sei cantar inteira.
12. A música que marcou um momento da minha vida
Todas? Sempre que ouço uma música, ela marca aquele momento específico da minha vida.
13. A música que você dançaria agora
Eu consigo dançar até Lana Del Rey, então, literalmente, qualquer música.

Espero que não tenha ficado bosta (de novo) e perdoem as tags e não desistam de mim.
Até a próxima!
Giulia

Shows: Z Festival

O Z Festival é um festival (ah, jura?) que acontece em São Paulo, não anualmente, mas acontece – e temos de ficar de olho para isso. Em 2016, aconteceu no dia 10 de dezembro, no Allianz Parque – popularmente conhecido como o Estádio do Palmeiras.
Nesta edição, foram confirmadas as apresentações de Manu Gavassi, Tiago Iorc, Projota, Anitta, Larissa Manoela e Selena Gomez. Porém, pouco tempo depois, Selena anunciou uma pausa em sua carreira e cancelou todos os seus futuros shows – incluindo, o festival.
Quando o José Norberto Flesch, jornalista cultural famoso por confirmar e divulgar notícias reais sobre shows aqui no País, postou que uma cantora estava muito interessada em substituí-la diversos rumores começaram a surgir e um dos nomes que sempre aparecia era “Demi Lovato”.

A confirmação veio do próprio jornalista, em 22 de setembro.

A partir daí, eu, que já queria ir ao festival, surtei loucamente. Para quem me conhece há algum tempo – ou até mesmo, pouco tempo -, sabe que eu tenho uma paixão alucinada pela Demi. Sou fã mesmo e acompanho essa mulher desde 2009 – quando ela lançou o seu segundo álbum de estúdio, Here We Go Again, e eu estava recebendo TV por assinatura e descobrindo o mundo mágico do Disney Channel, o qual ela fazia parte do filme “Camp Rock” e do seriado “Quando Toca o Sino”.
Todas as vezes que ela tinha vindo ao Brasil, eu sofri calada por não ter qualquer jeito para ir. Porém, havia prometido a mim mesma que, quando eu trabalhasse e ela viesse, eu iria vê-la, não importaria como.
Dito e feito. Procrastinei, enrolei, mas, quando saiu o segundo lote dos ingressos meia entrada, não teve jeito. Comprei a pista comum- porque pagar mais de 300 reais na Premium não tem condição – e sofri a ansiedade de perceber que veria a pessoa da qual você é fã há muito tempo.
Combinei com uma amiga minha, a Giovanna, que também é fã, de irmos juntas. Ela já conhecia outras duas meninas, Tayná e Natalia, que estudam com ela na faculdade e elas nos mostraram uma excursão. Era barata, saía de Campinas, nos deixava na porta do Estádio e nos trazia embora. Fechamos. A ansiedade aumentou. Estava chegando cada vez mais perto. Nisso, faltava apenas uma semana para o festival.

O dia do Z Festival
Partimos de Campinas, às 11h, com a excursão e chegamos às 13h e pouco em São Paulo. O pessoal da excursão nos levou até o lugar que seria o ponto de encontro após o final do evento e nos avisaram que havia um shopping do lado do estádio, no qual poderíamos almoçar.
Querendo nos preparar – e economizar – almoçamos no shopping, obviamente, só depois de comprarmos faixas de vendedores com “Demi Lovato Future Now Tour 2016” – eu sei que esse show não faz parte da Future Now Tour, mas a faixa era tão bonitinha que não resisti. (PS: Estou com o glitter que saiu daquela faixa no meu cabelo até hoje).
Almoçamos e demos uma enrolada no shopping até umas 15h. Assim, nos encaminhamos pro Estádio – que já não tinha fila nenhuma para entrar – e nos direcionamos até a entrada da pista. Entramos, tiramos mais fotos e finalmente, fomos para a pista. Escolhemos um lugar razoavelmente perto, mas muito à direita. Decidimos ir mais para o meio e assim fomos abrindo caminho por entre a multidão.

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O primeiro show começava às 16h, e era Manu Gavassi. Por mais que (quase) ninguém goste dela, eu sempre simpatizei com as suas músicas e o último EP dela, Vício, me conquistou como nunca. Achei o show bem curto para o todo repertório que ela tem, dois CDs e um EP, mas foi muito legal e pelo jeito, ela estava muito feliz de se apresentar lá.
Depois, às 16h50, foi o show da banda americana Cheat Codes, composta por três integrantes, um deles que passa a maior parte do tempo sendo DJ. (Caso nunca tenha ouvido falar, provavelmente você já ouviu a música deles Let Me Hold You (Turn Me On) em algum lugar). Por alguns momentos, me senti na Tomorrowland – sério, principalmente quando rolavam um drops na batida e todo mundo pulava – porém, foi bem legal. Eles foram muito simpáticos, mas, repararam que a maioria do público não conhecia nenhuma música (o que me deixou de coração partido) e começaram a zoar depois. Entretanto, não perderam a animação e apresentaram um ótimo show. (Me partiu mais ainda o coração depois de ver um post na página do Facebook deles, dizendo que esse show teve o maior público que eles já se apresentaram).
// A partir daí, minha bateria começou a apresentar indícios de que iria morrer, então, não filmei/tirei foto de quase nenhum outro show para economizar para o da Demi. //
Então, teve o show do Tiago Iorc, às 17h40. E eita, que homem lindo. Foi incrível ver o que ele consegue fazer sem banda. Somente ele, um microfone e o violão. Eles cantou suas músicas maravilhosas e encerrou com “Amei Te Ver”, sob uma chuva que começava a engrossar.
Às 18h35, Projota entrou no palco cantando “Foco, Força e Fé” e animou todo mundo. O show dele é muito bom e apresentou um repertório de conhecimento de fãs e até pessoas muito leigas nas suas músicas, como eu. O ponto alto, para mim, foi quando ele cantou “Elas Gostam Assim”, que minha irmã adora e me ensinou a gostar. Uma das backing vocals, que o acompanham no show, a Paola, arrasou durante “O Homem que Não Tinha Nada”, tanto que o próprio Projota pediu para que ela gravasse um CD solo. Quase no final do show, ele improvisou uma rima sobre o festival, Demi e o público que estava ali. Uma das coisas mais legais é que o show inteiro ele falava o quanto a platéia era foda e o quanto estavam mandando uma energia boa para ele, mesmo sabendo que a maioria queria ver a Demi, e agradeceu várias vezes por o termos “aceitado” no festival e termos curtido o show.
Então, veio a Anitta, às 19h45. A mulher simplesmente arrasou do começo ao fim do show. Sério. Ela dançou, cantou e falou a icônica frase “Vocês acharam que eu não ia rebolar minha bunda hoje?”, logo antes do início de um “baile funk”, no qual o DJ que a acompanhava tocou diversos funks famosos, atualmente. Ela também foi uma fofa, respondendo o comentário de alguém que gritou “gostosa” (no caso, ela respondeu “gostosa? Isso é meia”), e agradecendo muito pelo público ter acolhido ela, pois, fazia anos que ela lutava para que tocasse funk em grandes festivais, e ela finalmente tinha conseguido – e com um público que a apoiava e curtiu o show inteiro. E ela dança muito bem, sério, estou impressionada até agora.

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Por fim, mas nunca menos importante, veio a Demi Lovato, às 21h30. Ela entrou maravilhosa  cantando Confident e arrasando com todo mundo que estava ali. A setlist inteira (se quiser, pode conferir essa playlist que achei no site Nação da Música) foi, basicamente, dividida entre músicas do quarto álbum “Demi” e do quinto “Confident”. Porém, ela trouxe umas surpresas, como a música Got Dynamite, do segundo álbum “Here We Go Again” (e uma das minhas favoritas dela), Catch Me (também de HWGA) e Don’t Forget, do primeiro (<3) álbum dela, que possui o mesmo nome da faixa. Para uma fã que sabe, de cor, todas as músicas foi impossível não se emocionar com essas músicas mais antigas que foram as que me fizeram começar a ouvi-la. Ela também cantou, o que para mim são os hinos de “Confident”, as animadas Old Ways e Kingdom Come. Um dos momentos mais emocionantes foi quando Demi viu umas placas que alguns fãs seguravam que diziam “You Did It #GRAMMYs”, se referindo a indicação ao Grammy de melhor álbum pop vocal que Confident havia recebido naquela semana, e  sorriu dizendo que “estávamos com plaquinhas muito legais naquela noite” e comemorou com o público a indicação – já que era um dos maiores sonhos de sua vida. Ela também disse que no Brasil, haviam vários dos maiores fãs dela, que sempre a acompanharam e deram apoio, por tudo que ela passou. Após Give Your Heart a Break, ela e toda sua banda saíram do palco, e rolou aquele pensamento que o show havia acabado. Conversas começaram e depois de uma breve pausa, ela volta e canta Skyscraper e finaliza com Cool For The Summer – obviamente, sensualizando muito com as backing vocals. Eu juro que mesmo depois de sete anos sendo fã daquela mulher eu não estava preparada para aquele momento – tanto que até agora não parece que realmente aconteceu e tenho que me lembrar disso a cada cinco minutos. E até mesmo durante a apresentação, eu não acreditava – como eu conseguia ver o palco direitinho, olhava toda hora para ver se ela realmente estava ali e não era somente algum vídeo no telão. Demi é linda, sua voz é incrível e ela ainda dançou diversas músicas de um jeito que só ela sabe – principalmente, Body Say, que música dela mais sensual que essa, não existe.
O show da Demetria acabou, pontualmente, às 23h, e todas as luzes foram acessas. Esperamos mais um tempo até o estádio esvaziar um pouco e saímos. Com a dor no coração do show realmente ter acabado dessa vez e não ter mais mil horas de show – coisa que poderia facilmente acontecer com todo o repertório daquela mulher.
Voltamos para a excursão e por causa de um problema no ônibus, acabei chegando em casa 4h da manhã – duas horas mais tarde do que o máximo que eu esperava chegar. Porém, valeu muito a pena e fiquei muito feliz de ao menos ter visto a Demi, e ter realizado esse sonho que tinha há sete anos.

Pensamentos aleatórios depois do festival – sobre o festival
Uma das coisas que mais me surpreenderam no Z Festival foi a pontualidade. Sério. Todas as atrações entraram pontualmente no horário marcado e divulgado. E saíram com tempo de sobra para que o palco fosse arrumado para o próximo artista.
A organização deles também é muito boa – e sem pegar muito no pé. Pensei que iriam surtar sobre qualquer coisinha que fizéssemos/levássemos, mas, eles foram super tranquilos. E rápidos. As trocas de equipamentos para o show eram tão rápidas, que quase ninguém via.
Em alguns intervalos rolava uma dança de Just Dance, como divulgação do Just Dance 2017, que trazia bailarinas e pelo menos, mantinha um som animado e trazia algo para fazermos enquanto aguardávamos.
Também preciso comentar a playlist escolhida para tocar durante os intervalos. Não poderia ter sido melhor. Quando entramos, estava tocando Of Monsters and Men, e ainda tocou Florence and The Machine, Phoenix, Fall Out Boy e diversas outras bandas maravilhosas que eu amo.

Considerações finais
Obrigada, Lívia, pelo ingresso – ganhei ele de presente de aniversário que vai durar por mais mil aniversários dsaihdsahds
Obrigada aos amigos que surtaram comigo e ficaram, verdadeiramente, felizes por esse meu sonho que se realizava.
E juro, que será um dia que eu nunca vou esquecer, sério.
As fotos estão estouradas porque, infelizmente, meu celular não sabe lidar muito bem com várias luzes e são só para ilustrar, um pouco, do que aconteceu lá.
Para quem quiser saber sobre a excursão, é a Big Bear Excursões, e eles fazem diversas excursões. São muito legais, atenciosos e com todo o problema do ônibus, não perderam a calma e deram toda a assistência necessária.

Obrigada por lerem essa bem pseudo descrição do evento. Juro que fiz o máximo que pude.
Até a próxima!
Giulia