Um texto positivo

(Comecei a escrever esse texto porque precisava de algo positivo e não o encontrava. Até perceber que, para começar, devia encontrar esse positivismo dentro de mim mesma. E é mais um desabafo e uma motivação)

0b472547809643.58860c15a157dIlustração: Xuan Ioc Xuan

Sempre procuro, na grande maioria das vezes dentro de mim mesma, palavras de animação para que eu siga em frente. Ideias positivas que não façam com que eu permaneça empacada e congelada – por medo, por conforto.
De acordo com a astrologia, sou uma pessoa positiva nata. Vejo um lado bom em tudo e enxergo um futuro com o brilho inexistente para a maior parte das pessoas. Porém, ser assim na vida real é mil vezes mais difícil.
Sofro de ansiedade. Mesmo. Real. Já passei noites em claro pelo simples fato de estar preocupada com algo que, na minha cabeça, estava acontecendo nitidamente – quando, na realidade, não estava.
Passei o ensino médio inteiro questionando-me se estava escolhendo a profissão correta – mesmo anunciando aos quatro cantos do mundo desde 2008 que eu queria ser jornalista. Até hoje, no meu terceiro ano de faculdade, pergunto-me isso.
E mesmo com tudo isso, eu levo em minha vida o pensamento de que tudo dará certo. Não importa se não pareça o certo no momento. Se está acontecendo contigo, é o certo.
Vivi isso na pele em 2015, quando eu estava entre fazer estágio em processamento de dados, a famigerada programação, e começar minha faculdade de jornalismo.
Sempre havia sonhado com jornalismo, mas todo estágio requeria um futuro como programadora – e eu precisava do estágio para receber o diploma do técnico. Sem contar que a minha única chance de entrar na faculdade, o ProUni, era tão incerto quanto dirigir de olhos vendados.
Mesmo assim, estava tentando ambos. Passei na primeira chamada em jornalismo matutino. Fiquei horas na fila de espera para o atendimento do ProUni, para descobrir que não havia formado turma de manhã. Saindo sem esperanças, recebo um telefonema do estágio – que estava há semanas sem entrar em contato – chamando-me para outra fase do processo seletivo. Uma nova esperança surgiu.
Fiz essa parte do processo e enquanto aguardava a resposta, passei na segundo chamada do ProUni em jornalismo no período da noite.
Fiz minha matrícula no meu curso ao mesmo tempo que era recusada no estágio de programação – sendo que eles não me aceitariam ali se não estivesse fazendo qualquer curso relacionado à computação.
Menos de dez meses depois, comecei meu estágio em jornalismo. Coisa que, realmente, não seria possível se estivesse na programação.

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Ilustração: Xuan Ioc Xuan

Em menos de uma semana, passei por diversas reviravoltas – as quais não entendia -, mas que, no fim, fizeram o maior sentido e agradeço imensamente.
Acredito que não estaria tão feliz programando quanto estou escrevendo textos, matérias e releases. Quanto estou fazendo (minha primeiro aula de) rádio. Quanto estou na expectativa de fazer um documentário para concluir meu curso.
Sei que acontecem milhares coisas na vida que nos impedem de ver um lado positivo. Porém, confia em mim quando digo que há um lado bom. Que, realmente, o que aconteceu é o certo – por mais que não pareça no momento.
E no fim de tudo aquilo, não receberei meu diploma do técnico. Mas, quem se importa? Ele foi finalizado – e agradeço MUITO pelo aprendizado e toda a experiência, fora da programação, que ele me trouxe.
Por causa daqueles anos, conheci pessoas que estão na minha vida até hoje, aprendi a me virar em uma cidade desconhecida, vi o que era cansaço e passei a levar minha casa na mochila – e desenvolvi a habilidade de fazer casa em qualquer lugar.
Agora, não acrescentam muito. Mas, naquela época foi de extrema importância, pois, sem aquelas experiências, eu NUNCA teria vindo fazer faculdade e quem dirá começar um estágio?
Tudo é aprendizado. Devemos muito ver o lado bom das coisas.
Por mais que seja difícil. Por mais cansado que esteja.
Ver o lado positivo é um exercício diário – que deve ser trabalhado sempre e com cuidado.
Mesmo eu tendo diversos problemas para pensar assim às vezes, me obrigo a pensar em todas as coisas boas que já aconteceram, e que podem acontecer.
Listo, mentalmente, e isso vai me ajudando.
Vou lidando com a ansiedade ao mesmo tempo que vou aprendendo a ser mais positiva – e a fazer mais do que falar.
E estou indo. Porque a vida é continuar e ir indo – não importa o que esteja acontecendo.

Canais de quase cineastas

Há um mês atrás, mais ou menos, estava viciada em assistir filmes (como podemos perceber no post de assistidos de fevereiro). Então, no começo de março, quando descobri a Manie e passei a assistir cada vez mais os vídeos da Sophia, voltei a me aprofundar muito nesse mundo do youtube. Foi aí, que nos sugeridos, aleatoriamente, me apareceu um canal que me levou a outro e me fez descobrir meu mais novo vício: vídeos do youtube de estudantes de cinema. Sério.
Para quem nunca viu um, já recomendei mil vezes a Sophia e neste post, trago mais três recomendações. Eles são maravilhosos, pois tem uma maneira única de fazer vídeos que dá gosto de ver. E traz uma felicidade e aquele maravilhoso sentimento de nostalgia sobre algo que nunca foi vivido.

O primeiro canal que irei recomendar é o da Mariri. Juro que ela consegue transformar um daily vlog em uma obra-prima. Ela foi a primeira que eu descobri desses novos canais e que me fez começar a perceber meu vício. Comecei com o vídeo sobre a faculdade dela e passei a assistir todos os outros. Além de encher seus olhos com a beleza dos vídeos dela, ela ainda trabalha como fotógrafa e dá dicas sobre equipamentos, fotografar e enquadramento/fotografia em vídeos. Segue um dos meus vídeos favoritos e uma chance de já ir direto para o canal dela e assistir todos os vídeos.

O segundo é o da Mimil, que é a Milena, e o dela é um dos menos elaborados. Porém, ela é tão natural e os vlogs dela tão amorzinhos que é impossível não gostar. Sem contar que a edição dela é maravilhosa também e te dá várias inspirações boas. Ah, ela também é vegana (e passa dicas de lugares e receitas) e adora comprar em brechós (e dá muita dica sobre isso também). Deixarei aqui um vídeo que adorei sobre ela indo no museu (e se perdendo toda):

O terceiro é do Allan, do Não Tão Sapiens. Ele faz uns vlogs maravilhosos (em que você chora na edição de tão lindo), uns vídeos falando de assuntos bem legais E covers (muito bons, por sinal)!

Eles saíram uma vez e os três gravaram um vídeo – e cada um ficou mais maravilhoso e diferenciado do que o outro, mostrando também como cada pessoa ter visões diferentes da mesma coisa.
Aliás, esses vídeos e canais foram um dos motivos pelos quais eu quase não assisti filmes em março (chorem comigo que eu só vi três). Outro é que em fevereiro, eu extrapolei e assisti VINTE, então, né, deu uma esgotada. (Espero voltar a um ritmo “normal” este mês).
Mas, sério, assistam os vídeos dessas pessoas que transformam os vídeos em poesia.

Vida: Fotojornalismo

Como já disse em um milhão de posts (que talvez nem valha a pena marcá-los aqui), estou acompanhado MUITO o blog da Manie e que por causa disso, algumas coisas mudariam aqui. Uma delas seriam falar um pouco mais sobre mim e o que eu faço. Então, decidi abrir mais uma categorias/assunto assim que se chamará “vida” – em que terão posts sobre coisas aleatórias da minha vida e da minha faculdade – até porque gostaria de registrar esses momentos para relembrar depois.
E abrindo os posts, trouxe aqui algumas fotos que eu tirei na aula de fotojornalismo, de 9 de março de 2017. (Tem as fotos do grupo inteiro, porém, não me atreverei a compartilhar algo de alguém próximo sem a pessoa saber/querer).
A ideia era sair pela faculdade procurando algo que daria uma matéria – e transmitisse a informação necessária sobre isso. Como não havia muita coisa, tirei de umas bem aleatórias, mas que juro que já tinha criado uma pauta na minha cabeça.

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Filmes: God Help The Girl (2014)

Há anos, este filme se enquadra em um dos meus filmes favoritos, porém, em silêncio. SEMPRE que comento alguém, ninguém sabe do que é ou do que se trata (com exceção do Douglas e da Valéria, que quando comentei falaram “AH! JÁ VI! É BOM!”.
Então, pensando nisso – e estando cansada de sofrer em silêncio, venho, humildemente, tentar fazer uma resenha.
Por que tentar? Porque faz algum tempo que vi o filme. Mas, eu provavelmente, já o vi, no mínimo, dez vezes – o que faz com que meu conhecimento sobre ele seja bem amplo.

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Descobri o filme no ano em que foi lançado, 2014. Em uma andança sem rumo no Popcorn Time, apareceu como um dos mais populares (que, para caso alguém não saiba, é a página inicial do software). Por ter estampado o rosto da Emily Browning, uma atriz que gosto muito, decidi assistir. Passei metade da madrugada inteira esperando carregar (a internet da minha casa não é nem um pouco aquelas coisas) e a outra metade assistindo e procurando a trilha sonora depois que o filme acabou.
Foi caso de amor à primeira vista. Logo de cara, da primeira cena e da primeira música, boom, amor.

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O filme narrará a história de Eve. Uma menina que tem diversos distúrbios alimentares e está internada em uma clínica por conta deles. Lá, seu único refúgio é ouvir um programa de rádio que lança alguns artistas novos no ramo musical da Escócia. Ela escreve algumas músicas e tem uma fita gravada com a principal, “God Help the Girl”, e cria uma necessidade em entregá-la aos radialistas. Assim, ela foge da clínica, encontra James, que além de ajudá-la a achar um lugar para morar, ainda a apresenta para a Cass, estudante de música do James, e juntos, decidem formar uma banda.
Nisso, começa todo um processo para decidir mais sobre a banda, chamar mais músicos para tocarem e o primeiro show deles. Sem contar os ensaios e a busca incensante de Eve para entregar sua fita ao programa de rádio.

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E, tá, ok. Não parece nada demais, mas, vamos pensar um pouco mais a fundo e analisar, um pouco, questões técnicas (depois que você passa a analisar e gostar mais disso, é um caminho sem volta).
Para começar, o filme é um musical que só toca músicas de um projeto paralelo do Stuart Murdoch, um dos integrantes da banda “Belle & Sebastian”. Foi ele que iniciou a banda “God Help The Girl” e escreveu, dirigiu e, consequentemente, produziu a trilha sonora do filme.
Além disso, o elenco principal é composto por  Emily Browning (que interpretou a Violet no filme “Desventuras em Série”), Olly Alexander, vocalista maravilhoso do Years and Years (quem curte MUITO indie mais pop, provavelmente, conhece), e Hannah Murray que atuou como Cassie, em Skins. E todos eles regravaram em suas vozes as músicas da banda (o que fez com que ficasse mais incrível e verdadeiro).

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Passando de curiosidades e pensando em coisas um pouco mais técnicas, o filme traz toda aquela fotografia de filmes indie que não tem como odiar. Os cenários, figurinos e atores remetem a esses filmes pseudo-cult que trazem aquela sensação de nostalgia de algo nunca antes vivido.
As cenas de música contam com coreografias lindas (vemos alguns exemplos acima), principalmente a de “Musician, Please Take Heed”) e não são nem um pouco clichês e aleatórias – fazem sentindo tanto com a história quanto com o momento que está acontecendo.
Sem falar nas músicas que entraram permanentemente nas minhas músicas de lá nunca mais sairão. Sério. Elas são tão perfeitas que não tem nem o que falar.
E, mesmo analisando tudo isso, sinto que esses é um daqueles filmes que ou você ama ou você odeia. Eu o escolhi amar e viver a trilha sonora todo dia da minha vida (juro que sempre que toca uma música deles no modo aleatório um sorriso surge, automaticamente, no meu rosto).
Por favor, assistam e debatem comigo (sério).
Infelizmente, como tudo que realmente amamos não está na Netflix (ela se confirmou do gênero feminino esses dias), o filme não está disponível no serviço de streaming, mas popcorn time está aí para isso amigos.
E para quem quiser ouvir o álbum maravilhoso deles, segue:

(Fazia muito tempo que não fazia isso, que farei agora, mas o farei porque achei um gif ideal).
E é isso. Espero que esteja compreensível, mas POR FAVOR, ASSISTAM.
Até a próxima!

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Assistidos em março de 2017

* netflix // ** popcorn time // *** youtube

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Never Let Me Go, EUA/UK/Irlanda, 2010. Drama/Ficção Científica/Romance. Dir: Mark Romanek **
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Clube do Cinco/The Breakfast Club, EUA, 1985. Comédia/Drama. Dir: John Hughes * **
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Loucamente Apaixonados, EUA, 2011. Drama/Romance. Dir: Drake Doremus *

Quase não assisti filmes esse mês porque fiquei viciada em assistir vídeos de estudantes de cinema (explico mais sobre isso mais para a frente). Perdão pela vergonha que é este post

Canção

Ainda ouço tua voz no canto da minha mente cantando as músicas que sempre lhe escapavam dos lábios. Ainda lembro da sensação de deitar no sofá de sua sala e perder-me lá por horas. Ainda lembro de como era visitar-te e ao mesmo tempo, não.
Pois, tu não estava mais lá.
Recordo-me da tua partida definitiva. E de como chorei.
Mas, chorei por algo estúpido. Chorei pela perda de um corpo, quando deveria ter chorado – durante todo aquele tempo – pela perda de sua alma, sua essência, você.
Deveria ter chorado por nunca saber o gosto de sua comida. Deveria ter chorado por não lembrar das bananas trazidas à tarde. Deveria chorar pelas repetidas vezes que questionou-me quem eu era.
E, agora, choro por isso.
Choro também por saber que nunca mais ouvirei seus pés arrastando; não olharei seus olhos piscando, e seu cabelo, liso, fino e prata, tão característico e o qual eu imitei – sem querer.
Choro por pensar que não lhe dei a atenção devida.
Porém, não havia atenção alguma a ser dada, já que tu não eras mais tu.
Eu, nunca fui eu.
Enquanto entrava no processo de tornar-me quem sou, tu afastava-se cada vez mais do que um dia tinha sido.
Estávamos em direções opostas. E mesmo assim, a vida bolou uma maneira de nos esbarrarmos.
Mesmo não tendo convivido com você realmente, aceito e agradeço os anos que passei ao seu lado.
Observando teu cabelo. Sabendo minha herança. Aprendendo e repetindo canções que levo até hoje.
Tu é a canção mais triste que canto.
E és a mais feliz que me recordo.
Mesmo sem saber cantar.
Tento, pois, o resquício que havia sobrado de si mesma era música.
Não quero lembrar-me das conversas sem sentido e que sempre voltavam ao mesmo ponto.
Quero lembrar de ti através das canções.
E é dela que quero lembrar-me.
E é sobre ela que quero chorar.
Sobre suas canções. Suas cantigas. Seu riso após cada uma delas que demonstrava o quanto ainda havia de você nesses momentos. E em mais nenhum.

Música: Beirut

Como eu sou eu, vim falar de música. (E obrigada Letícia por me mostrar como colocar vídeos nos posts <3)
Na verdade, a inspiração para esse post veio de um outro que achei em um dos blogs perdidos – famigerados e citados milhares de vezes no post de apresentação.
Nele, eu falava sobre a banda Beirut. Uma banda que não é uma banda, é uma orquestra.beirut3_kristiannasmithA orquestra formada e comandada por Zach Condon inicou-se em 2006. Com diversas pegadas indie folk, eles apresentam diversos instrumentos inusitados para a música atual, como a tumba e o uquelele.
Segundo minha própria descrição no post antigo, “a música deles é bem calma, daquele tipo que te deixa alegre na hora em que você começa a ouvir”.
Eu os descobri há muito tempo atrás, pela minissérie “Capitu”, baseada no livro “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, exibida na rede Globo em 2008. A produção cinematográfica era inteiramente embalada pela música “Elephant Gun”, do Beirut.
Depois de anos, descobri a música e o livro que inspiraram a minissérie e me deixaram apaixonada pela história na época em que foi transmitida. E então, passei a procurar mais sobre o livro – o qual se tornou o meu favorito nacional – e sobre a orquestra – a qual fez com que milhares de músicas novas fossem adicionadas às minhas playlist da época (afinal, umas músicas em algum CD ou mp3 perdido por aí, podem ser consideradas partes de uma playlist, certo?).
Desde então, foi só amor pela banda e as descobertas de diversas músicas maravilhosas. Por ser o primeiro post de indicação de bandas, me empolgarei menos e irei apresentar somente quatro músicas (uma para cada álbum deles).


Foi lançada pela primeira vez no álbum The Gulag Orkestar, em 2006, depois no EP, intitulado “The Lon Gisland”, em 2006, e por fim, no EP “Elephant Gun”, em 2007. É a música que me fez ficar apaixonada por eles e nunca mais deixar de amá-los. Ela me traz uma calma instantânea e me faz lembrar de muitas coisas daquela época de playlists no mp3. Juro que gostaria de descrevê-la de maneira melhor, mas não consigo.


Pertencendo ao segundo álbum de estúdio da orquestra, “The Flying Club Cup”, lançado em 2007, Nantes também me traz uma calma imensurável. É a minha favorita do Beirut e por uns meses foi meu user no twitter. Amo tudo nessa música e sem dúvida é uma das favoritas da vida.


Minha música favorita do terceiro álbum deles, “The Rip Tide”, lançado em 2011.


Do último álbum deles, “No No No”, lançado em 2015. Foi a que mais me conquistou desse álbum e sempre danço (aleatoriamente) quando a escuto.